Escolha uma Página

Carlos Roberto, Deni Menezes, Jairzinho, Marcelo Santos e Moreira, no salão de troféus do Botafogo, com as taças do bicampeonato carioca 67-68. / Foto Marcelo Santos / Blog do Deni Menezes

2018 está terminando com a lembrança do segundo bicampeonato carioca que o Botafogo ganhou em 67-68, os primeiros títulos de Zagallo como técnico, cinco anos depois do primeiro bi como jogador em 61-62. Reunimos nesta matéria especial, no salão de troféus da sede do clube, três dos nomes importantes da segunda conquista: Jairzinho, Carlos Roberto e Moreira.

PRIMEIRO BI – Em 1961, quatro anos após seu primeiro título no Maracanã – 6 x 2 no Fluminense, na final de 1957 -, o Botafogo tinha figuras marcantes da primeira Copa do Mundo que o Brasil ganhou em 1958, com os destaques de Nilton Santos, Didi, Garrincha e a ala-esquerda Amarildo e  Zagalo, que havia assinado pré-contrato. O Botafogo ganhou 18 e só perdeu 1 dos 25 jogos, marcando 54 gols, com Amarildo artilheiro com 17. Garrincha, Didi, Amoroso, Amarildo e Zagalo, o ataque.

1962 – Na campanha do bi, o Botafogo venceu 17 e só perdeu 2 dos 24 jogos, com 3 x 0 no Flamengo, na final disputada no sábado, 15 de dezembro, diante de 147.043 pagantes, no Maracanã. Uma constelação com Manga, Nilton Santos, Rildo, Edson, Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagalo. Com 17 gols, Amarildo foi o artilheiro de 61 e Quarentinha, o de 62. No primeiro bi do Glorioso, no Maracanã, o ex-zagueiro Marinho Rodrigues comandava o time.

RENOVAÇÃO – O sucesso de Zagalo dirigindo os então juvenis – na época não havia juniores -, levou a direção do Botafogo a promovê-lo a técnico dos profissionais, sequenciando uma das carreiras mais vitoriosas. Foram lançados Rogerio, Roberto, Jairzinho, Paulo Cesar, Carlos Roberto, Valtencir e mantidos Manga, Paulistinha, Zé Carlos e Leônidas. O Botafogo venceu o Bangu (2 x 1) na final de 17 de dezembro de 61, no Maracanã, com 111.641 pagantes. 18 jogos, 30 gols.

1968 – Na campanha do segundo bi, números iguais ao da primeira: 15 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 40 gols e de novo Roberto artilheiro com 13. Manga e Cao revezaram-se no gol (9 jogos), Carlos Roberto e Afonsinho no meio-campo com Gerson, e os atacantes Rogerio, Roberto, Jairzinho e Paulo Cesar dando um show nos 4 x 0 da final com o Vasco, na tarde do domingo 9 de junho, com 148 mil torcedores em tarde nublada e meio chuvosa no Maracanã. Um passeio do Glorioso!

COPA 70 – A exemplo do bi 58-62, o Botafogo foi presença marcante na terceira Copa que o Brasil ganhou em 70, com Jairzinho – único da história do futebol brasileiro a fazer gol em todos os jogos -, Rogério, Gerson, Roberto, Paulo Cesar todos na campanha vitoriosa no México, sob o comando de Zagalo, primeiro da história do Glorioso, campeão carioca e mundial como jogador e técnico. Também estavam na seleção do México, o médico Lídio Toledo e o preparador-fisico Admildo Chirol.

CARLOS ROBERTO – O meio-campo bicampeão 67-68 Carlos Roberto foi o segundo a ganhar o título carioca pelo Botafogo como jogador e técnico, ao dirigir o time campeão de 2006. Quarto jogador da história do clube que mais vestiu a camisa alvinegra – 442 jogos, 15 gols -, Carlos Roberto diz ter aprendido muito em campo e não menos com a orientação dos treinadores: “Guardo lições que Zagalo me ensinou. Foi um treinador completo, muito detalhista”.

JAIRZINHO – Oitavo dos que mais atuaram pelo clube – 413 jogos, 187 gols -, Jairzinho jogou doze anos consecutivos – 62 a 74 – e voltou em 81. Embora tenha sido o melhor ponta da Copa de 70, não tinha posição fixa, tanto se destacando pelos lados quanto pelo meio. Foi um dos jogadores mais completos do Botafogo, que se sente orgulhoso por tê-lo como o único do futebol brasileiro a fazer gol em todos os jogos de uma Copa do Mundo.

MOREIRA – O ex-lateral-direito participou de 28 dos 36 jogos do Botafogo no bi 67-68. Correto na marcação, eficiente no apoio, criou muitas jogadas que os artilheiros Roberto e Jairzinho souberam aproveitar.  Moreira considera que o futebol brasileiro hoje já não tem valores tão expressivos e que falta o reconhecimento aos de gerações anteriores. Ele fala com experiência própria de quem viveu mais de 30 anos no estado do Texas: “O americano sabe reconhecer e valorizar seus ídolos”.