Enquanto as eliminatórias sul-americanas foram suspensas, em virtude do coronavírus, 55 seleções iniciam amanhã (24) a fase preliminar das eliminatórias europeias por 13 vagas na Copa do Mundo de 2022, divididas em 10 grupos. O primeiro de cada grupo garante vaga direta e o segundo participará da repescagem com seleções que lideraram grupos na Liga das Nações. Entre as novidades, a estreia do técnico português Paulo Sousa, que dirigirá o artilheiro e melhor do mundo na seleção da Polônia.

PORTUGAL – Uma das seleções afetadas pela pandemia, Portugal não poderá jogar em casa. A estreia com o Azerbaijão, país do Leste europeu, que nunca esteve em Copa do Mundo, será amanhã (24), no estádio da Juventus, em Turim, Norte da Itália. Portugal tenta se classificar pela oitava vez para o feito inédito de três Copas consecutivas. O técnico Fernando Santos, lisboeta de 66 anos, campeão europeu 2016 e da Liga das Nações 2019, dirigiu a Grécia na Copa de 2010. Portugal é do Grupo A.

FRANÇA – Atual campeã, a França tenta a décima quinta participação e estreia amanhã (24), em Paris, com a Ucrânia, três vezes eliminada. O artilheiro Mbappé, do PSG, revelação da Copa 2018, é o maior trunfo dos franceses, novamente sob o comando do técnico Didier Deschamps, ex-meia de 52 anos, tricampeão italiano na Juventus. Depois de Zagallo e Beckenbauer, o francês Didier Deschamps foi o terceiro campeão do mundo como jogador e técnico (1998 e 2018).

UCRÂNIA – A seleção é comandada pelo maior jogador da história da Ucrânia, Andriy Shevchenko, de 44 anos, pentacampeão no Dínamo de Kiev (94-95 a 98-99), campeão inglês no Chelsea (2006-07), mas que teve sua melhor fase no Milan (99-2006), com 173 gols em 298 jogos, campeão da Liga dos Campeões 2002-03 e Bola de Ouro de melhor do mundo em 2004. Shevchenko era extremamente técnico, de raciocínio rápido, passes precisos e finalizações certeiras.

BÉLGICA – Após eliminar o Brasil e ganhar o terceiro lugar na decisão com a Inglaterra em 2018, sua melhor classificação em onze Copas, a Bélgica estreia amanhã (24) com o País de Gales, que só disputou a Copa de 1958, eliminada pelo Brasil (1 x 0) com o primeiro gol de Pelé. A seleção belga é dirigida desde agosto de 2016 pelo espanhol Roberto Martinez, de 47 anos. No Grupo E, embora Bélgica e País de Gales sejam favoritas, há outra boa seleção, a da República Tcheca.

PAÍS DE GALES – A seleção é treinada pelo ex-ponta-esquerda Ryan Giggs, galês de 47 anos, um dos mais premiados da história do futebol inglês, treze vezes campeão pelo Manchester United, que defendeu entre 1990 e 2014, com o recorde de 663 jogos, e 114 gols. Além de força física e rigidez na marcação, a seleção do País de Gales está entre as europeias que imprimem ritmo mais veloz ao jogo. Seus contra-ataques são efetuados sempre em altíssima velocidade.

NOVIDADE – O técnico Paulo Sousa, de 50 anos, português de Viseu, será o primeiro a dirigir uma seleção do Leste europeu nas eliminatórias, a convite do presidente Zbigniew Boniek, da Federação Polonesa. Boniek, hoje aos 65 anos, foi um meia notável, campeão italiano e da Liga dos Campeões na Juventus (1982 a 85), e substituiu Paulo Roberto Falcão, campeão 82-83 na Roma.

PAULO SOUSA foi meia bicampeão no Benfica (90-91); na Juventus, bicampeão italiano (94-95) e campeão da Liga dos Campeões (95-96), e no Borussia Dortmund, campeão da Liga dos Campeões e Mundial de clubes (96-97). Técnico campeão israelense no Maccabi Tel Aviv (2013-14) e campeão suíço no FC Basel (2014-15). 

Foto: Terra