Neste último domingo (28) de julho de 2019, faz 36 anos que César, ídolo de São João da Barra, marcou o gol da vitória da primeira Libertadores que o Grêmio ganhou na noite de 28 de julho de 1983, ao vencer (2 x 1) o Peñarol, do Uruguai, diante de 73 mil torcedores no Estádio Olímpico de Porto Alegre, após o 1 x 1, gol de Tita, no jogo de ida, com 70 mil torcedores no Estádio Centenário de Montevidéu, cenário da final da primeira Copa do Mundo em 1930.

HISTÓRICO – César Martins de Oliveira começou no time amador do Sanjoanense, de São João da Barra, município da mesorregião Norte Fluminense, onde nasceu em 13 de abril de 1956. Após curta passagem pelo Americano de Campos, que revelou os bicampeões mundiais Didi e Amarildo, César saiu campeão juvenil, tornando-se profissional no ano seguinte (1976) no América, ainda entre os grandes do futebol carioca. 

FOI NO TIME-BASE, campeão da Taça Guanabara de 74, que César estreou no América: País, Orlando, Alex, Geraldo e Alvaro; Ivo e Braulio; Reinaldo, César, Ailton e Gilson Nunes. De 76 a 79, sempre com grandes atuações, César marcou 40 gols em 97 jogos. O Benfica foi mais rápido que o Flamengo e o contratou. De 79 a 83, no maior time português, César foi destaque e campeão da Taça de Portugal em 79-80, 80-81, 82-83, e da Taça de Honra em 79-80 e 81-82. Saiu do Benfica com 23 gols em 84 jogos.

Foto: Letícia Bucker/GLOBOESPORTE

GOL DO TÍTULO – No Grêmio, em 83 e 84, César disputou 27 jogos e marcou seis gols, nenhum mais decisivo e importante que o da vitória (2 x 1) sobre o Peñarol, na noite inesquecível de 28 de julho de 1983 no Estádio Olímpico, em Porto AlegreCaio fez o gol do primeiro tempo, e na volta do intervalo, Fernando Morena, grande atacante uruguaio, empatou aos 23. O técnico Valdir Espinosa tirou Caio e colocou César, que em menos de quatro minutos marcou o gol histórico do título, aos 29. Um delírio!

OS CAMPEÕES – Mazaropi, Paulo Roberto, Baidek, Hugo de Leon e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Tarciso e Caio, a quem Cesar substituiu na grande final e marcou o gol do título. O zagueiro uruguaio Hugo de Leon, dos melhores da história do futebol mundial, era só elogios ao atacante: “César é inteligente, com muita visão do campo, sabe se livrar muito bem da marcação, por mais dura que seja, e impõe velocidade ao seu ritmo de jogo. No gol que marcou reuniu um pouco de cada uma dessas virtudes”.

CÉSAR, sempre muito correto, ainda vestiu (e honrou) mais quatro camisas antes de se retirar do futebol: a do Palmeiras, com quatro gols em vinte jogos, em 1985; a do São Bento, de Sorocaba (SP), com sete gols em dezessete jogos, em 1986; a do Pelotas, com seis gols em quinze jogos, em 1987, ano em que também marcou dez gols em seis jogos pelo Paysandu, de Belém. César é funcionário da Prefeitura Municipal de São João da Barra, com trabalho reconhecido pela prefeita Carla Machado, e por todos os colegas do dia a dia.

Foto: Letícia Bucker/GLOBOESPORTE