EDUARDO ANTUNES COIMBRA, o notável Edu, maior ídolo e artilheiro do América FC, completa 75 anos, hoje, 5 de fevereiro de 2022, o que registro com prazer e alegria. Recordo 1967, ano em que o vi brilhar com três gols, nos 3 x 1 sobre o Vasco, diante de 80 mil torcedores no Maracanã, na final do Torneio Internacional Negrão de Lima. No mesmo ano, Edu estreou na seleção e ganhou a Copa Rio Branco, no estádio Centenário, em noite muito fria, em Montevidéu.

EDU E ANTUNES, SEU IRMÃO MAIS VELHO, fizeram uma das jogadas mais primorosas no Maracanã, concluída com o gol antológico de Antunes, no 1 x 0 no Nacional do Uruguai, base da seleção uruguaia na Copa de 66. Foram aplaudidos de pé por 70 mil torcedores, na tarde do domingo, 29 de maio de 67, no então maior estádio do mundo. O América foi o vencedor do torneio, que teve também a participação do argentino Huracan e do Fluminense.

EDU FOI PROFISSIONAL COM ESPÍRITO DE AMADOR, com o coração tão vermelho quanto à própria camisa do América, onde se formou na base, de 60 a 66, quando se tornou profissional. Outro desempenho notável que teve, foi o da final da Taça Guanabara de 74, em que o América venceu o Fluminense por 1 x 0, gol do lateral Orlando, na cobrança de falta. Em grande arrancada, Edu estava quase na área, quando foi derrubado por Gerson, o canhotinha de ouro.

DEPOIS DE 212 GOLS NO AMÉRICA, EDU ainda brilhou no Vasco e no Flamengo; foi campeão baiano no Bahia (75), catarinense no Joinvile (78), e encerrou no Campo Grande em 80-81. A carreira de técnico de Edu também foi vitoriosa: ganhou a Taça Rio de 82 no América e a de 84 no Vasco, também vice-campeão brasileiro, em grandes finais com o Fluminense; campeão catarinense no Joinvile (87), paranaense no Coritiba (89) e campeão carioca no Botafogo (90).

EDU FOI TÉCNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA em amistosos, em junho de 84, com a Inglaterra, no Maracanã; Argentina, no Morumbi, e Uruguai, no estádio Couto Pereira, em Curitiba. Treinou o Vera Cruz (México), Sport Boys (Peru), Barcelona (Equador) e Kashima Antlers (Japão), sempre ensinando o drible curto, o toque rápido e os lançamentos precisos, algumas das marcas vitoriosas da carreira, em que aprendeu jogando e com os bons técnicos que o dirigiram.