Neste 7 de setembro de 2019 o ex-árbitro José Roberto Wright completa 75 anos. Foi o último do Rio a apitar em uma Copa do Mundo, em 1990, na Itália. Desde então, sete Copas foram realizadas, sem que o futebol carioca voltasse a ter um árbitro no cenário do mais importante torneio de seleções do mundo.

O MELHOR – Depois dos quatro jogos que apitou, o carioca José Roberto Wright foi eleito pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol o melhor árbitro da Copa do Mundo de 1990. Quatro anos antes, o paulista Romualdo Arppi Filho havia sido o segundo brasileiro a apitar uma final de Copa do Mundo, em 1986: Argentina 3 x 2 Alemanha, no estádio Azteca, na Cidade do México. O primeiro foi o carioca Arnaldo Cesar Coelho, em Itália 3 x 1 Alemanha, em 1982, no estádio Santiago Bernabeu, em Madri.

16 DECISÕES – No extenso currículo de José Roberto Wright constam 16 decisões que apitou, quatro do Campeonato Carioca: 1978 – Flamengo 1 x 0 Vasco. 1979 – Botafogo 0 x 0 Flamengo. 1984 – Fluminense 1 x 0 Flamengo. 1985 – Fluminense 2 x 1 Bangu, jogo em que enfrentou o contraventor Castor de Andrade, que entrou em campo para agredi-lo.

LIBERTADORES – José Roberto Wright apitou duas finais da Copa Libertadores, a de 1986, River 1 x 0 América de Cali, e a de 1991, Colo Colo 3 x 0 Olímpia. No Campeonato Brasileiro, Wright dirigiu oito finais, de 1976 a 1992. Quatro das decisões que apitou foram em anos consecutivos: as finais de 1981-1982 e 1991-1992.

RECORDISTA – Depois que José Roberto Wright apitou na Copa de 90, o gaúcho Renato Marsiglia foi o árbitro da Copa de 94, e o mineiro Marcio Rezende de Freitas, da Copa de 98. O gaúcho Carlos Eugenio Símon tornou-se o único árbitro brasileiro a apitar em três Copas consecutivas: 2002, 2006 e 2010.  

Nas duas últimas Copas o árbitro brasileiro foi o mineiro Sandro Meira Ricci, que apitou em 2014, na segunda realizada no Brasil, e em 2018, na primeira Copa disputada na Rússia. Será que em 2022 o Rio completará oito Copas sem árbitro?

BOM DIZER – Na história das 21 Copas do Mundo, de 1930 a 2018, o Brasil só não teve árbitro em 1934, na Itália; em 1938, na França, e em 1958, na Suécia, onde, é bom lembrar, a seleção brasileira foi campeã pela primeira vez. E o pior jogo da história da arbitragem brasileira em Copas foi em 17 de junho de 1954 – Suíça 2 x 1 Itália -, em que, mesmo vencendo, os suíços pediram que a FIFA fizesse exame de sanidade mental no árbitro carioca Mario Vianna.

PARABÉNS! -José Roberto Wright e eu, somos do mesmo signo, e amigos bem antes do início da carreira dele de árbitro. Wright começou na base da então excelente equipe de atletismo do Fluminense, e me convidou, no início dos anos 60, para acompanhar a delegação a uma competição no Uruguai. Como repórter, fiz parte da equipe em que o pai dele, Benjamin Wright, era o comentarista de destaque do rádio. Parabéns, Wright!

JOSÉ ROBERTO WRIGHT hoje é coordenador de projetos especiais do Conselho Nacional do Desenvolvimento da Arbitragem. Com ele, têm participação especial no excelente trabalho, o diretor Marcos Marinho, que presidiu a Comissão de Arbitragem da CBF, e o secretário Nilson Monção.

Fotos: Torcida Flamengo, Netvasco, Gazeta Press, UOL