DESDE A PRIMEIRA COPA, disputada por 13 seleções em 1930, foram marcados 77 gols nas 21 decisões. A final com mais gols (7), foi a primeira que o Brasil ganhou, em 1958, ao vencer a Suécia, de virada, por 5 x 2, no estádio de Rasunda, da capital Estocolmo.

1930 – URUGUAI 4 x 2 Argentina, sem nenhum empate nos 18 jogos. França, Bélgica, Iugoslávia e Romênia aceitaram o convite da Fifa. As demais seleções da Europa não quiseram participar porque a viagem de ida e volta de navio ao Uruguai levaria quase três meses. Foi a única Copa sem eliminatórias.

1934 – ITÁLIA 2 x 1 TCHECOSLOVÁQUIA, segunda Copa ganha pelo país promotor, com 16 seleções. O campeão Uruguai decidiu não ir à Itália, em represália ao boicote dos europeus. Foi a única Copa em que os goleiros da decisão eram os capitães: Gianpiero Combi e Planicka. 

1938 – ITÁLIA 4 x 2 HUNGRIA. Vittorio Pozzo foi o primeiro e até hoje único técnico a ganhar duas Copas consecutivas. Com 8 gols, Leônidas da Silva foi o primeiro brasileiro artilheiro da segunda Copa do Mundo com 16 seleções, na França. 

1950 – BRASIL 1 x 2 URUGUAI. De virada, o Brasil foi o primeiro a perder a Copa em casa, com o recorde de 210 mil torcedores no Maracanã, então o maior estádio do mundo, no domingo, 16 de julho de 1950. Ademir Menezes foi o primeiro a marcar nove gols em uma Copa, recorde que outro brasileiro até hoje não igualou.

1954 – ALEMANHA 3 x 2 HUNGRIA. Os alemães perdiam por 2 x 0 e fizeram a grande virada sobre a seleção favorita, no estádio Wankdorf, em Berna, capital da Suíça. Após a eliminação para a Hungria (4 x 2), o técnico Zezé Moreira deu com a chuteira na cabeça do técnico húngaro, que sangrou muito.

1958 – BRASIL 5 x 2 SUÉCIA, que fez 1 x 0 aos 4 minutos. A Copa da estreia de Pelé e Garrincha, que juntos nunca perderam (36 vitórias, 4 empates). Funcionário da Fifa escolheu os números dos jogadores porque o Brasil se esqueceu de enviar. Didi, 8 no Botafogo, era nº 6 na Copa.

1962 – BRASIL 3 x 1 TCHECOSLOVÁQUIA. No Estádio Nacional de Santiago, capital do Chile, o Brasil repetiu a Itália de 34-38 e foi o último a ganhar duas Copas consecutivas, o que a França pode conseguir, se vencer a Argentina, domingo (18). Foi a única com seis artilheiros com quatro gols, entre eles Garrincha e Vavá.

1966 – INGLATERRA 4 x 2 ALEMANHA, terceira ganha pelo país promotor e única em que um jogador (Geoff Hurst) marcou três gols. Última Copa de Garrincha, que não jogou na derrota para a Portugal (3 x 1), e de Pelé, que não jogou na derrota para a Hungria. Na estreia, fizeram os gols dos 2 x 0 na Bulgária.

1970 – BRASIL 4 x 1 ITÁLIA, a primeira em que o Brasil foi campeão ganhando todos os jogos. A última de Pelé; a única em que um brasileiro (Jairzinho) fez gol em todos os jogos, e a Copa em que Zagallo se tornou o primeiro campeão como jogador e técnico.

1974 – ALEMANHA 2 x 1 HOLANDA, com os alemães sofrendo gol de pênalti aos cinco minutos, mas reagindo para ganhar o segundo título ainda no 1º tempo. A única de um gênio chamado Johann Cruyff, que encantou o mundo, mas não ganhou a Copa.

1978 – ARGENTINA 3 x 1 HOLANDA, a Copa do medo, com os militares no poder e a Argentina articulando o que pôde, como na goleada por 6 x 0 no Peru para eliminar o Brasil pelo saldo de gols. A seleção brasileira, invicta, terminou em 3º lugar.

1982 – ITÁLIA 3 x 1 ALEMANHA, primeira final apitada por um sul-americano, o carioca Arnaldo Cesar Coelho, que após o apito final ergueu a bola como se fosse a taça. Primeira com 24 seleções e a da maior goleada de todas as Copas: Hungria 10 x 1 El Salvador.

1986 – ARGENTINA 3 x 2 ALEMANHA, segunda final consecutiva apitada por brasileiro, o paulista Romualdo Arppi Filho. A Copa do gol de Maradona com a “mão de Deus”. O Brasil, eliminado nos pênaltis pela França, sofreu só 1 gol em 5 jogos, mas terminou em 5º, mesma colocação da anterior sob o comando de Telê Santana.

1990 – ALEMANHA 1 x 0 ARGENTINA, primeira decidida com gol de pênalti, e em que Franz Beckenbauer se tornou o segundo campeão como jogador e técnico.

1994 – BRASIL 0 x 0 ITÁLIA, primeira decidida em pênaltis, depois de 120 minutos. Foi a seleção campeã com a menor média de gols de todas as seleções campeãs (1,57 por jogo). O Brasil venceu por 3 x 2. O russo Oleg Salenko bateu o recorde de gols em um jogo, ao fazer 5 nos 6 x 1 sobre Camarões.

1998 – FRANÇA 3 x 0 BRASIL, última de Zagallo como técnico, descascando sozinho o pepino da convulsão de Ronaldo, horas antes do jogo. Então meia, o hoje técnico Didier Deschamps, dividiu com Zidane, autor de dois gols, o comando da seleção.

2002 – BRASIL 2 x 0 ALEMANHA, gols de Ronaldo, que se tornou o maior artilheiro das Copas. Segunda seleção a vencer todos os jogos (7, um a mais que na Copa de 70) da primeira das sete Copas com 32 seleções.

2006 – ITÁLIA 1 x 1 FRANÇA, que eliminou o Brasil com gol de Thierry Henry, enquanto Roberto Carlos ajeitava as meias. Sétima Copa entre europeus, quarta que a Itália ganhou (5 x 3), e Zidane expulso por uma cabeçada no peito do zagueiro Marco Materazzi. 

2010 – ESPANHA 1 x 0 HOLANDA, a única Copa na África e ganha na prorrogação. Iker Casillas tornou-se o terceiro goleiro-capitão campeão do mundo, depois dos italianos Gianpiero Combi (34) e Dino Zoff (1982). 

2014 – ALEMANHA 1 x 0 ARGENTINA, segunda consecutiva ganha na prorrogação, quarta da Alemanha. A Copa do “inesquecível” 7 x 1 no Mineirão e em que o Brasil, que tanto chorou a final de 1950 no Maracanã, nem o vice conseguiu, terminando em 4º lugar. 

2018 – FRANÇA 4 x 2 CROÁCIA, a Copa em que Didier Deschamps se tornou o terceiro campeão como jogador e técnico, e Hugo Lloris, o quarto goleiro-capitão a erguer a taça. 

2022 – FRANÇA e ALEMANHA decidirão domingo (18) a primeira Copa no Oriente Médio, última com 32 seleções. Última chance de Messi ser campeão. Didier Deschamps pode ser o segundo técnico a ganhar duas Copas consecutivas, o que só o italiano Vittorio Pozzo conseguiu em 1934 e 1938.

Foto: DW, Divulgação e Reprodução