Espera-se que junho comece com o anúncio do ministro Luis Eduardo Ramos, da Casa Civil, de que a Copa América não será realizada no Brasil. Antes de tudo, em respeito aos quase 500 mil mortos. Impõe-se decisão firme e negativa ao pedido da Confederação Sul-Americana de Futebol e da Confederação Brasileira de Futebol, pouco preocupadas com a saúde dos brasileiros, diante da situação extremamente difícil e dramática que o país está vivendo pela pandemia.

DUAS SITUAÇÕES – A Confederação Sul-Americana de Futebol cancelou a Copa América na Colômbia, em virtude dos conflitos graves, com muitos mortos e feridos, pelos protestos da população contra a reforma tributária do governo. A Argentina decidiu não promover o evento, devido aos casos crescentes de infecções e mortes. Se a Argentina, com menos de 80 mil óbitos, desistiu, para preservar a saúde, porque o Brasil, com quase 500 mil mortes, deve aceitar?

INOPORTUNA – A realização da Copa América no Brasil, de 13 de junho a 10 de julho, é inoportuna, na cabeça de toda pessoa que raciocina com inteligência e equilíbrio. Além de representar uma grande afronta às quase 500 mil vidas perdidas, é também uma grande ameaça a novos casos de infecções e óbitos. Por que a compra de vacinas não foi aprovada com a mesma rapidez com que agora querem aprovar a Copa América no Brasil?