ATHLETICO PARANAENSE E BRAGANTINO fazem amanhã (20), no estádio Centenário, em Montevidéu, a segunda final da Copa Sul-Americana entre equipes do mesmo país, um ano após o Defensa y Justicia ter sido campeão, ao ganhar do Lanús por 3 x 0, na final argentina de 2020. O Athletico pode ser o primeiro brasileiro a conquistar o título pela segunda vez, se repetir 2018, quando derrotou o colombiano Junior Barranquilla por 4 x 3, nos pênaltis, após dois 1 x 1.

DISPUTADA DESDE 2002, a Copa Sul-Americana é o segundo torneio de clubes do continente, criada para as equipes que não conseguem classificação para a Copa Libertadores, instituída em 1960. A Argentina lidera o ranking com nove títulos e seis vice, e com a decisão de amanhã (20), o Brasil passará a ter cinco títulos e cinco vice. Maiores vencedores da Libertadores, Independiente, 7 vezes, e Boca, 6, dividem os títulos da Sul-Americana, cada um duas vezes campeão.

A DECISÃO DE AMANHÃ (20) será a terceira em jogo único, desde 2019, quando o Independiente del Valle, do Equador, ganhou seu primeiro título internacional, ao derrotar o Colon, da Argentina, por 3 x 0, em final inédita, no estádio La Nueva Hola, no Paraguai, com arbitragem do brasileiro Raphael Claus, da Federação Paulista. De 2002 a 2018, a decisão  era em jogos de ida e volta, até a Confederação Sul-Americana de Futebol adotar o formato europeu de jogo único.

TROCA DE ÁRBITRO – Toda a equipe uruguaia de arbitragem da final de amanhã (20) Athletico x Bragantino está mantida, com exceção do árbitro de video Andrés Cunha, que será substituído por outro uruguaio, Leodan Gonzalez. Árbitro de Argentina 0 x 0 Brasil, pelas eliminatórias, André Cunha foi suspenso por tempo indeterminado por sequer ter marcado falta do zagueiro Otamendi no atacante Raphinha, que apresentou sangramento na boca. 

PRIMEIRO CAMPEÃO – O argentino San Lorenzo, primeiro campeão em 2002, venceu o Nacional de Medellin (4 x 0 e 0 x 0), e o primeiro brasileiro campeão da Sul-Americana, o Internacional, ganhou do Estudiantes por 1 x 0 na Argentina, e 1 x 1 em Porto Alegre. Bom lembrar: Lauro, Bolívar, Morais, Álvaro e Marcão; Edinho, Andrezinho, Magrão e D’Alessandro; Alex e Nilmar, o time do técnico Tite, depois campeão da Libertadores 2012 com o Corinthians e da Copa América 2019.

MAIS TRÊS TÍTULOS – O Brasil voltou a ganhar mais três vezes a Sul-Americana: em 2012, com o São Paulo (0 x 0 e 2 x 0, na final com o argentino Tigre); em 2016, quando não houve decisão e o Nacional da Colômbia dedicou o título à Chapecoense, após o desastre aéreo em Medellin, e em 2018, com o Athletico Paranaense vencendo o Junior Barranquilla por 4 x 3, nos pênaltis, depois de dois empates em 1 x 1.

OS VICE-CAMPEÕES – O Fluminense foi o primeiro dos quatro brasileiros vice-campeões da Sul-Americana, ao perder a decisão de 2009 para a LDU, que ganhou por 5 x 1 no Equador, e perdeu por 3 x 1 no Maracanã. Em 2010, o Goiás fez 2 x 0 no Independiente, em Goiânia, mas perdeu por 3 x 1 na Argentina. A Ponte Preta perdeu a decisão de 2013 para o argentino Lanús (1 x 1 e 2 x 0), e o Flamengo perdeu a de 2017 para o Independiente (2 x 1, e 1 x 1 no Maracanã).

Foto: Torcedores