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FLUMINENSE E BOCA fazem neste primeiro sábado (4) de novembro, no Maracanã, a final dos sonhos diferentes da Copa Libertadores de 2023. Vencedor de seis, em doze finais, o Boca tenta igualar o recorde de outro argentino, o Independiente, sete vezes campeão, único com quatro títulos consecutivos. Primeiro brasileiro a participar de duas finais no Maracanã, o Fluminense tenta o primeiro título, 25 anos depois de perder a decisão de 2008 para a LDU nos pênaltis.

MARCADO PARA cinco da tarde, Fluminense x Boca pode passar das sete da noite, se houver prorrogação e pênaltis, na segunda final entre brasileiros e argentinos com o árbitro colombiano Wilmar Roldan, de 43 anos, onze anos após apitar a decisão de 2012, Corinthians 2 x 0 Boca, gols de Emerson Sheik, no estádio do Pacaembu. Roldan usará uniforme preto e ganhará 20 mil dólares, o equivalente a R$100 mil, de acordo com o câmbio do dia.

ALÉM DA GLÓRIA ETERNA e do direito de participar dos dois próximos Mundiais de clubes, o campeão da Libertadores de 2023 terá prêmio de 18 milhões de dólares (R$89 milhões), e o vice-campeão receberá 37 milhões de dólares. A previsão é de tempo nublado, abafado, temperatura de 27 graus e 20% de chance de chuva. Os ingressos foram vendidos ao preço médio de R$260,00, e a expectativa é em torno de 79 mil espectadores.

PELA MELHOR CAMPANHA, o Fluminense jogará com o uniforme número 1: meia branca, calção branco, camisa tricolor com número branco. Fabio usará camisa cinza. Recordista brasileiro na Libertadores, o goleiro sul-matogrossense de 43 anos, 1,90m, completará 100 jogos, 17º pelo Fluminense, depois de 2 jogos pelo Vasco e 81 pelo Cruzeiro. O recordista é outro goleiro, Ever Almeida, 113 jogos, campeão da Libertadores de 1979 e 1990 pelo Olimpia, do Paraguai.

O BOCA JOGARÁ de meia azul, calção azul, camisa azul com a faixa horizontal larga, amarela, uniforme inspirado nas cores da bandeira da Suécia, usada pelo navio Drottning Sophia, primeiro a chegar ao porto de Buenos Aires na 2ª feira, 3 de abril de 1905, dia da fundação do clube, com o nome de Boca, bairro mais antigo da capital argentina, sua primeira sede. O goleiro Sergio Romero, argentino de 36 anos, 1,92m, usará camisa laranja.

  • A LIBERTADORES de 2023 é a 64ª, desde 1960. O Peñarol, maior campeão uruguaio com 50 títulos, foi o primeiro bicampeão da Libertadores (60-61), tem cinco títulos, o último em 1987, e o maior artilheiro, o equatoriano Alberto Spencer, com 48 gols. O Santos foi o primeiro brasileiro bicampeão (62-63), também bicampeão mundial de clubes, no auge da época de ouro do ataque fabuloso: Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.
  • FLUMINENSE x BOCA é a terceira final da Libertadores no Maracanã, segunda em jogo único. Em 2 de julho de 2008, na vitória do Fluminense sobre a LDU por 3 x 1, o meia Tiago Neves tornou-se o único a marcar três gols em uma final de toda a história da Libertadores. O Fluminense havia perdido o jogo de ida em Quito por 4 x 2, e a LDU foi campeã (3 x 1 nos pênaltis). O Palmeiras venceu a 2ª final em jogo único: 1 x 0 no Santos, gol de Breno Lopes, na prorrogação (2021).
  • FLUMINENSE OU BOCA decidirá a Recopa Sul-Americana de 2024 com a LDU, campeã da Copa Sul-Americana de 2023, em dois jogos, em fevereiro: dia 21, no estádio Casa Blanca, em Quito, e dia 28, no Maracanã ou na Bombonera. O vencedor da Recopa Sul-Americana – Fluminense ou Boca x LDU – disputará o Desafio de Clubes com o campeão da Liga Europa, cuja final está marcada para 29 de maio de 2024.
  • FLUMINENSE OU BOCA estará no Mundial de clubes da FIFA, de 12 a 22 de dezembro, na Arábia Saudita, último com sete equipes, e no primeiro com 32 equipes, em junho e julho de 2025, nos Estados Unidos, com a participação já certa do Real Madrid, Manchester City, Chelsea, Palmeiras e Flamengo. A tendência é que o vencedor deste sábado (4), no Maracanã, seja adversário do Manchester City, campeão europeu, na final do último Mundial com sete equipes.
  • ÚNICO TÉCNICO cinco vezes campeão da Libertadores, Ricardo Bochini, meia durante 19 anos no Independiente, único clube de sua carreira – 740 jogos, 107 gols, entre 1972 e 1991 -, diz hoje, aos 69 anos, que “o Fluminense está mais preparado e com mais planejamento tático para ser campeão”. Bom dizer também: o Fluminense é o primeiro a decidir a Libertadores, em final única, no estádio onde tem o mando de campo.