O líder Flamengo continua folgado, com oito pontos sobre o Palmeiras (58 a 50), que tirou a vice-liderança do Santos, terceiro com 48. E mais: aumentou a vantagem de vitórias para quatro (18 a 14) sobre o vice-lider e o terceiro, sendo bom lembrar que vitória é o primeiro item de desempate quando há igualdade em pontos.

OS 45 ANOS – Em Campeonato Brasileiro, foi a primeira vitória do Flamengo na Arena da Baixada, inaugurada em 1999. Antes, o Flamengo havia ganho (2 x 1), em 1974, mas no Couto Pereira, estádio do Coritiba, onde o baixinho ponta-direita Paulinho, comprado do Bonsucesso, fez o gol da vitória, depois que Zico empatou.

VICE-ARTILHEIRO – Com méritos de outra boa atuação, Bruno Henrique, autor dos dois gols, voltou a ser o vice-artilheiro do Brasileirão 2019, com 11, menos sete que Gabriel, com quem não poderá voltar a jogar quarta (16), com o Fortaleza, por ter sido advertido com o terceiro cartão amarelo. Outro ausente, pelo mesmo motivo, Everton Ribeiro.

ARRASADOR – O Flamengo chegou aos 55 gols em 25 jogos – média de 2.12 gols por jogo – e passou a ter no Grêmio, único a golear (4 x 1) na rodada, o principal concorrente ao ataque mais positivo, com 43 gols – média de 1.72 por jogo -, superando o Palmeiras com 40. É mais um atrativo do jogo em que decidirão, dia 23, a vaga na final da Libertadores.

OUTRO NOME – Diego Alves foi outro destaque da décima oitava vitória, contribuindo com pelo menos quatro grandes defesas, para que o Flamengo chegasse a três dos seis jogos do returno e a nove do total de 25 jogos, sem sofrer gol. A participação do goleiro foi decisiva quando o Atlético Paranaense intensificou a pressão, sobretudo no início do segundo tempo.

23 EM 48 – Bruno Henrique divide com Gilberto, do Bahia, a vice-artilharia com 11 gols. Ele soube se antecipar a Wellington, aos 44 do primeiro tempo, quando a defesa do Atlético resolveu trocar passes na própria área, para fazer 1 x 0. E marcar o segundo gol aos 45 do segundo tempo, na pequena área, onde concluiu de letra o cruzamento de Renê. Bom dizer: Bruno Henrique chegou aos 23 gols em 48 jogos na temporada.

FLAMENGO – Diego Alves, Rafinha (Jean Lucas, intervalo), Rodolfo (Thuler, 8 do segundo tempo), Pablo Marí e Renê; Arão, Everton Ribeiro e Gerson; Vitinho, Bruno Henrique e Lucas Silva (Piris da Mota, 18 do segundo tempo). Técnico – Jorge Jesus. Depois do Fortaleza, quarta (16), o Flamengo terá dois jogos seguidos no Maracanã, com Fluminense e CSA.

ATLÉTICO – Leo, Madson, Tiago Heleno, Leo Pereira e Marcio Azevedo (Adriano, intervalo); Wellington, Lucho Gonzalez (Marco Ruben, 18 do segundo tempo) e Leo Cittadini; Rony, Thonny Anderson e Marcelo Cirino (Everton Felipe, 27 do segundo tempo). Técnico – Tiago Nunes. Foi a primeira derrota do time, após ganhar a inédita Copa do Brasil, em que eliminou o Flamengo na semifinal.

Com a décima derrota, o Atlético caiu para o décimo lugar com 35 pontos, superado pelo Goiás, com 36, agora em nono. Com 10 vitórias e 5 empates, o saldo do Atlético é de oito gols, com 35 marcados e 27 sofridos. O próximo jogo é com o Fluminense, quinta (17), no Maracanã.

OITO CARTÕES – O árbitro Braulio Machado, da Federação Catarinense e da FIFA, advertiu cinco do Flamengo: Thuler, Vitinho, Renê e os dois suspensos, Everton Ribeiro e Bruno Henrique. O técnico Jorge Jesus foi advertido logo aos 3 minutos do segundo tempo. Os do Atlético, Leo Cittadini e Tiago Heleno, que não disputará o jogo com o Fluminense. Renda não anunciada. Público total de 25.473.

ERRO DO ÁRBITRO – Braulio Machado acertou em marcar o pênalti do zagueiro Leo Pereira, do Atlético, no atacante Lucas Silva, aos 17 do primeiro tempo, mas decidiu consultar o VAR. Depois de quase quatro minutos à frente do video, errou em não confirmar. A falta foi bem clara, como ele próprio viu e marcou, no ato.

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