Não houve surpresa no primeiro rebaixamento do Cruzeiro. A cada jogo, o declínio da equipe se acentuava, e a quinta derrota consecutiva, com apenas um gol marcado nos nove jogos sem vitória, deixou claro que o momento mais triste da história quase centenária do clube brasileiro do século 20 era inevitável.

FORA DE CAMPO – Tampouco precisava que o técnico Adilson Batista desse razão a Rogerio Ceni, antecessor de Abel Braga, sucessor de Mano Menezes. O problema do Cruzeiro estava dentro do clube, não dentro do campo. O Cruzeiro denegriu a imagem de quatro profissionais, em tempo tão recorde quanto o da própria queda do seu futebol.

DEPLORÁVEIS – As imagens das cenas deploráveis no Mineirão – cadeiras arrancadas e atiradas ao campo; bombas, correria, PMs do Batalhão de Choque, ambulâncias, aviso no telão para que o estádio fosse evacuado – estão sendo vistas, com certeza, com muita perplexidade. Vimos tudo o que não se vê nos países que investem em educação.

CENTENÁRIO – O rebaixamento acontece há três semanas do aniversário do clube. 40 vezes campeão mineiro;seis vezes campeão da Copa do Brasil;quatro vezes campeão brasileiro,duas vezes da Libertadores; primeiro pentacampeão no Mineirão;único de Minas com dois titulares da seleção tricampeã do mundo, o Cruzeiro precisa ter união e força, para em 2021, ano do seu centenário, voltar à Série A, o nível que merece.

Foto: Paraná Portal – UOL