Nem poderia ser diferente. Lionel Messi, cinco vezes melhor do mundo, será o líder da Argentina na Copa América 2019, como anunciou na tarde desta terça (21) o técnico Lionel Scaloni, de 41 anos, ao divulgar a lista com 23 nomes. Próximo dos 32 anos, que completará em 24 de junho, o supercraque tem outra chance de mostrar que não é bom só no Barcelona, que defende desde 2004, com 10 títulos de campeão espanhol, três Mundiais de clubes e perto da sétima Copa do Rei da Espanha, que vai decidir no próximo sábado (25), com o Valencia, no estádio Benito Villamarin, em Sevilha.

MEDALHA DE OURO – Na seleção argentina, a única conquista expressiva de Messi foi a medalha de ouro que a Argentina ganhou nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Sua grande e talvez maior decepção foi a perda da Copa do Mundo de 2014 no Maracanã, onde a Argentina perdeu (1 x 0) na prorrogação para a Alemanha. Na Copa América, que tentará ganhar pela primeira vez em 2019, ele só subiu ao pódio para receber a medalha de prata dos vice de 2007, 2015 e 2016. 

MUITA COBRANÇA – Mesmo que sua brilhante carreira seja marcada por 419 gols em 451 jogos, até esta data de 21 de maio, e que se mantenha como principal artilheiro da seleção, com 65 gols em 129 jogos – o segundo é Gabriel Batistuta, com 56 gols em 78 jogos, entre 1991 e 2002 -, Messi é alvo de muita cobrança, sobretudo por nunca ter ganho a Copa do Mundo. Esse fardo pesado que leva nas costas também já foi de outros igualmente famosos, como Cruyff e Zico, para citar só dois notáveis.

ARTILHEIRO VOLTA – A novidade na lista de 23 argentinos da Copa América é Sergio Aguero, que no próximo 2 de junho completará 31 anos, convocado pela primeira vez pelo técnico Scaloni. Os números de Aguero na seleção não chegam a ser tão marcantes – 39 gols em 89 jogos – quanto os231 gols em 338 jogos desde 2011 pelo Manchester City, referendados pelos 101 gols em 234 jogos pelo Atlético de Madrid, seu primeiro time na Europa, onde chegou em 2006. Aguero acaba de ser bicampeão e vice-artilheiro da Premier League, só com menos um gol que o egípcio Salah, do vice-campeão Liverpool.

O MULHERENGO – Em casos extracampo, as atenções se voltam para Matias Suarez, atacante de 31 anos, campeão da Libertadores 2018 com o River Plate. De uma tacada só, ele foi alvo de ataques nas redes sociais de três mulheres com quem manteve relacionamentos simultâneos e também encerrados por elas ao mesmo tempo: a modelo Sol Perez, a cantora, dançarina e atriz Juliana Orellano, e a manicure Karen Gramajo, sua vizinha desde garoto. O melhor da carreira de Matias Suarez foi no Anderlecht, da Bélgica, entre 2008 e 2016, com 67 gols em 232 jogos.

ARTILHEIRO FORA – Dos 23 convocados, só seis jogam na Argentina e quatro são do River Plate, atual campeão da Libertadores, que ganhou em 2018 na inédita final com o Boca Juniors, a primeira disputada fora da América do Sul, no estádio do Real Madrid. A exclusão do artilheiro Mauro Icardi, de 26 anos, desde 2013 na Inter de Milão – 214 jogos, 123 gols -, causou surpresa, mas nem tanto. Fora de campo, ele teve uma temporada atribulada com a mulher Wanda Nara, modelo, que já havia sido casada com o argentino Maxi Lopez, do Vasco.

SEGUNDO CÉREBRO – Depois de Messi, o meia Ángel Di Maria, do PSG, campeão francês, é considerado o segundo cérebro da seleção: inteligente, preciso nos lançamentos de média e longa distâncias, e finalizações com sua canhota certeira, quase sempre de fora da área. Di Maria tem a mesma idade (31) de outro mantido, o zagueiro Nicolás Otamendi, na seleção desde 2009, e na Europa desde 2010 no FC Porto, que o vendeu em 2014 ao Atlético de Madrid. É possível que alguns se lembrem: Otamendi jogou no Atlético Mineiro, antes de sair para o Manchester City, que defende desde 2015 (171 jogos, 8 gols).

NA FASE DE GRUPOS da Copa América, em que duas das quatro seleções se classificam, a Argentina jogará dia 15 de junho com a Colômbia, na Arena Fonte Nova, em Salvador; dia 19 com o Paraguai, no Mineirão, e dia 23 com o Catar, na Arena Grêmio.