O Internacional disparou a maior goleada brasileira na Libertadores 2021, com 6 x 1 sobre o Olímpia, do Paraguai, que o manteve na liderança do Grupo B, único da noite de ontem (5) em que não houve empate na terceira rodada. Sob frio e chuva na Arena Beira Rio, o Inter só fez 1 x 0 no primeiro tempo, gol de cabeça do zagueiro argentino Victor Cuesta. Na volta do intervalo, Edenilson, de pênalti; dois de Tiago Galhardo, Yuri Alberto e Caio, de bicicleta. Derlis Gonzalez, de pênalti, fez o gol do Olímpia, quando já estava 6 x 0.

NA HISTÓRIA – Décima quarta participação do Internacional desde 1976, campeão em 2006 e 2010, e suas maiores goleadas anteriores foram por 6 x 2 no Peñarol, em 5/4/1989, e por 5 x 1 no The Strongest, em 13/3/2012. O time dos 6 x 1 no Olímpia entra na história do Internacional na Libertadores: Marcelo Lomba, Rodinei (Saravia), Zé Gabriel, Victor Cuesta e Moisés; Rodrigo Dourado, Edenilson (Nonato) e Maurício (Praxedes); Marcos Guilherme, Tiago Galhardo (Yuri Alberto) e Taison (Caio).

A MAIOR – De todas as goleadas brasileiras na Libertadores, a maior foi Santos 9 x 1 Cerro Porteño, do Paraguai, em 28/2/62, gols de Coutinho (3), Pepe (3), Pelé (2) e Zito. A segunda maior, Santos 8 x 0 Bolívar, em 10/5/2012, também na Vila Belmiro, gols de Neymar (2), Ganso (2), Elano (2), Borges e Alan Kardec. A terceira, Flamengo 8 x 2 Minerven, da Venezuela, em 7/4/93, no Maracanã, gols de Gotardo (2), Nelio, Gaúcho, Djalminha, Nilson, Marquinhos e Marcelinho Carioca. 

8 x 2 E 7 x 0 – Houve outra goleada de 8 x 2, a do Corinthians no Cerro Porteño, gols de Fernando Baiano (5), Edilson, Silvinho e Índio, em 10/3/1999, no estádio do Pacaembu. A quinta maior goleada brasileira na Libertadores foi a de 7 x 0 do Palmeiras, gols de Edmundo (2), Rivaldo (2), Valber (2) e Paulo Isidoro, em 4/4/1995, no antigo estádio Palestra Itália, demolido em 2011, para a construção do Allianz Parque, inaugurado em 19 de novembro de 2014. 

BOM LEMBRAR – A Copa Libertadores começou com uma goleada, no jogo único de abertura, terça-feira, 19/4/1960, no estádio Centenário, em Montevidéu: Peñarol 7 x 1 Jorge Wilstermann, da Bolívia. O primeiro gol foi do ponta-esquerda uruguaio Carlos Borges, aos 13 do primeiro tempo, e o equatoriano Alberto Spencer fez quatro gols. Bicampeão em 60-61 com o Peñarol, que era base da seleção uruguaia, Spencer permanece como o maior artilheiro da Libertadores, com 54 gols em 87 jogos.

SÃO PAULO EMPATA – Depois de duas vitórias, o São Paulo não saiu do 0 x 0 com o Racing, na noite de ontem (5), no estádio El Cilindro, em Buenos Aires, mas só perdeu os 100% de aproveitamento, mantendo-se na liderança do Grupo E com 7 pontos, e como um dos três que ainda não sofreram gol, junto com o Barcelona, do Equador, e o Argentinos Juniors. A classificação para as oitavas de final estará garantida, se vencer o Rentistas, do Uruguai, na próxima terça (12), em Montevidéu.

TIAGO VOLPI, Arboleda, Miranda – melhor do jogo – e Bruno Alves (Léo); Daniel Alves (Igor Vinicius), Luan (William, expulso aos 35 do segundo tempo), Liziero, Benitez (Eder) e Reinaldo; Luciano (Gabriel Sara) e Pablo. No confronto de técnicos argentinos, Juan Pizzi, do Racing, e Hernan Crespo, do São Paulo, advertido com cartão amarelo por excesso de reclamação, consideraram o resultado justo. Luciano e Daniel Alves, que hoje (6) completa 38 anos, foram substituídos com problema muscular. 

TRÊS 100% – Líderes de seus grupos, Palmeiras (A), Barcelona (C) e Flamengo (G) têm 9 pontos e 100% de aproveitamento. Quinze gols nos cinco jogos da noite de ontem (6), com destaque para as goleadas de 6 x 1 do Internacional no Olímpia e de 4 x 0 do Independiente del Valle, do Equador, no Universitário do Peru. No último jogo da noite, a primeira vitória da Universidad Católica do Chile (3 x 1) sobre o Nacional do Uruguai. Em 37 jogos, 110 gols, média de 2.97 gols por jogo.

CLIMA TENSO – A Confederação Sul-Americana de Futebol viu-se obrigada a tirar os jogos de hoje (6) da Colômbia, onde o clima é tenso, com a população revoltada contra a reforma tributária do governo e as ações repressivas da polícia, que já causaram 20 mortes e feriram mais de 800 pessoas, várias com lesões graves. Junior Barranquilla e Fluminense jogarão no estádio Monumental de Guaiaquil, no Equador, e Santa Fé x River Plate foi transferido para o estádio Olla, em Assunção, no Paraguai.

Foto: Isto É – Esportes