NA QUINTA DECISÃO DA COPA LIBERTADORES, ENTRE EQUIPES DO MESMO PAÍS, FLAMENGO E PALMEIRAS farão sábado (27) a quarta entre brasileiros e a segunda de ambos no estádio Centenário, em Montevidéu, onde o Palmeiras perdeu em 1968 para o Estudiantes, da Argentina, por 2 x 0, placar igual ao da vitória do Flamengo sobre o Cobreloa, do Chile, em 1981. O Palmeiras tenta o segundo título consecutivo para se igualar ao Santos e ao São Paulo.

10 ANOS DE PROIBIÇÃO – A Confederação Sul-Americana de Futebol proibiu, entre 2007 e 2017, que a final da Libertadores fosse entre equipes do mesmo país, depois que o São Paulo venceu o Atlético Paranaense na decisão de 2005 (1 x 1 no estádio Beira Rio, em Porto Alegre, porque seu estádio não tinha capacidade mínima, e 4 x 0 no Morumbi), e na decisão de 2006, o Internacional venceu o São Paulo (2 x 1 no Beira Rio e 2 x 2 no Morumbi). 

12 ANOS DEPOIS – Só em 2018 voltaria a acontecer outra final, entre times do mesmo país, no clássico River x Boca. Não havia clima para o segundo jogo na Argentina, depois do 2 x 2 no estádio da Bombonera, porque o ônibus do Boca foi apedrejado, a caminho do Monumental de Nuñez, estádio do River. Pela primeira vez, uma decisão da Libertadores foi na Europa: River 3 x 1 Boca, domingo, 9 de dezembro, no estádio Santiago Bernabeu, do Real Madrid.

NO MARACANÃ – A Libertadores passou a ser decidida em final única e em estádio neutro, a partir de 2019, quando o Flamengo voltou a ser campeão, 38 anos depois, ganhando de virada do River por 2 x 1, no estádio Nacional de Lima, no Peru. A final de 2020 só foi jogada no sábado, 30 de janeiro de 2021, devido à Covid-19, e o Palmeiras venceu o Santos por 1 x 0, diante de poucos convidados da Conmebol, porque a venda de ingressos não foi permitida.

65.235 TORCEDORES – Palmeiras e Flamengo jogarão diante de 65.235 torcedores, capacidade máxima do estádio, liberada pelo governo uruguaio, sábado (27), às 5 da tarde, com arbitragem de Nestor Pitana, argentino de 46 anos, que apitou a final da Copa do Mundo de 2018 França 4 x 2 Croácia. A segunda final consecutiva da Libertadores, entre brasileiros, será no histórico estádio Centenário, onde o Uruguai ganhou em 1930 a primeira Copa do Mundo.

COPA CAMPEÕES DA AMÉRICA, foi com esse nome que a Libertadores começou a ser disputada, com a goleada de 7 x 1 do Peñarol, recordista uruguaio de títulos, sobre o Jorge Willstermann, da Bolívia. Na noite daquela 3ª feira, 19 de abril de 1960, diante de 35 mil torcedores no estádio Centenário, em Montevidéu, o equatoriano Alberto Spencer iniciava a arrancada para ser o maior artilheiro da história do torneio, ao marcar quatro gols. 

24 TIMES DE SETE PAÍSES GANHARAM A LIBERTADORES. O recordista é o Independiente, de Buenos Aires, com sete títulos, mesmo há 37 anos sem ser campeão. Bicampeão em 64-65, tornou-se o único tetracampeão em 72-73-74-75, e o último que comemorou foi em 1984. O Boca é o segundo, com 6 títulos, o último em 2007, depois de dois bi, em 77-78, 2000-2001, e em 2003. O Peñarol é o terceiro, com 5 títulos, o mais recente em 1987, e 5 vice.

O PEÑAROL GANHOU AS DUAS PRIMEIRAS LIBERTADORES – 1 x 0 e 1 x 1 com o Olímpia do Paraguai em 1960 e 1 x 0 e 1 x 1 com o Palmeiras em 1961 -, mas perdeu a de 1962 para o Santos por 3 x 0, no desempate, no estádio neutro do River, em Buenos Aires, depois de perder o primeiro jogo por 2 x 1 em São Paulo e de vencer o segundo por 3 x 2 em Montevidéu. No bi, em 63, o Santos impôs duas derrotas ao Boca, 3 x 2 na Argentina e 2 x 1 em São Paulo.

DIRIGIDO POR MESTRE ZEZÉ MOREIRA, então aos 70 anos, o Cruzeiro foi o único brasileiro campeão da Libertadores na década de 70, ao golear o Boca por 4 x 1 no Mineirão, e depois perder por 2 x 1 na Bombonera com 90 mil torcedores. O time com Raul, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza (Valdo), Zé Carlos e Eduardo (Ronaldo); Jairzinho, Palhinha e Joãozinho, campeão em 76, era notável. Em 97 o Cruzeiro voltou a ser campeão.

COM O HOJE TÉCNICO RENATO, decisivo e no auge da forma, o Grêmio foi o segundo brasileiro a ganhar no mesmo ano a Libertadores e o Mundial de clubes em 83, tendo outras figuras de destaque, tais como o goleiro Mazaropi e o lateral Paulo Roberto, ex-Vasco; o zagueiro e capitão Hugo de Leon, e os atacantes Tita, campeão em 81 no Flamengo, e Tarciso e Cesar, que brilharam no América do Rio.

SÓ O SÃO PAULO, EM 1992 E 1993, com mestre Telê Santana no comando, igualou o Santos de 62-63, bicampeão da Libertadores e do Mundial de clubes. Em 92, venceu nos pênaltis o Newell’s Old Boys, depois de 0 x 1 na Argentina e 1 x 0 no Morumbi, e no Mundial, ganhou com dois gols do capitão Raí, na virada (2 x 1) no Barcelona. Em 93, no Morumbi, São Paulo 5 x 1 na Universidad Católica, que venceu 2 x 1 no Chile, e no Mundial de clubes, 3 x 2 no Milan.

TENTA IGUALAR – Na época de decisão em dois jogos, o Palmeiras ganhou a primeira Libertadores em 1999, perdendo por 1 x 0 para o Deportivo Cali, na Colômbia, vencendo por 2 x 1, em seu antigo estádio Palestra Itália, e ganhando nos pênaltis por 4 x 3. No ano seguinte, o Palmeiras deixou de ser o terceiro brasileiro a ganhar a Libertadores por duas vezes consecutivas, ao perder a final de 2000 para o Boca por 4 x 2 nos pênaltis, depois de 2 x 2 e 0 x 0.

Foto: Torcedores