ESTRANGEIRO COM MAIS GOLS NOS CAMPEONATOS BRASILEIROS DOS PONTOS CORRIDOS, desde 2003, Paolo Guerrero está de saída do Internacional, após cair de rendimento nas últimas temporadas, com 20 gols em 41 jogos em 2019; 10 gols em 15 jogos em 2020, e 2 gols em 16 jogos em 2021. É o contraste da carreira, depois de artilheiro e ídolo no Flamengo e no Corinthians, campeão brasileiro e autor dos gols dos títulos da Libertadores e do Mundial de clubes. 

GOLPE DURO – Guerrero recebeu o golpe mais duro da carreira, ao ser flagrado no antidoping das eliminatórias de 2017, em Peru x Argentina, mas ganhou anistia da Fifa e cumpriu o restante da suspensão depois da Copa de 2018, e só voltou em 2019. Foi estimulado pelo Internacional com a camisa 79, homenagem ao ano em que o clube se tornou o único campeão brasileiro invicto. Após a suspensão, as lesões não deixaram o atacante dar sequência à carreira.

ATÉ ENTÃO, Guerrero havia feito 598 jogos, 240 gols e 71 assistências. Na lista dos 39 pré-selecionados à Bola de Ouro de melhor do mundo em 2015, como primeiro nome da história do futebol peruano, foi escolhido em 2016 capitão da seleção, resultado do bom trabalho de formação de base, iniciado em 92 no Allianza Lima, com mais de 200 gols no infanto-juvenil, entre 15 e 16 anos, e concluído em 2003 no Bayern Munique. 

BICAMPEÃO no Bayern, saiu para o Hamburgo e ficou seis temporadas, até 2012, quando foi para o Corinthians. Melhor atacante e campeão brasileiro, logo bateu por um gol (47) o recorde do argentino Carlos Tevez, tornando-se o maior goleador estrangeiro do clube. Campeão mundial, virou ídolo com dois gols, o da semifinal no 1 x 0 no egípcio Al-Ahly, e o do 1 x 0, de cabeça, na final com o londrino Chelsea. Saiu campeão, paulista de 2013, e brasileiro de 2015.

NO FLAMENGO, com 43 gols em 115 jogos, Paolo Guerrero, logo no primeiro ano (2016) igualou a marca de 2000 de Petkovic, então maior artilheiro estrangeiro da era moderna do Flamengo com 18 gols. Em 2017, melhor jogador e maior artilheiro estrangeiro do campeonato carioca. Guerrero diz que poucas coisas o emocionaram mais na carreira do que o apoio das torcidas do Corinthians e do Flamengo: “Bem difícil encontrar palavras para dizer o que sentia”.

PTESIOFOBIA é uma palavra que define o medo, o pavor e o pânico de viajar de avião. Era o que Paolo Guerrero mais sentia nas 12 temporadas que passou na Alemanha, sobretudo na época do inverno mais rigoroso, quando a neve cobria as pistas dos aeroportos. O medo, o pavor e o pânico de viajar de avião, ele sentiu desde a morte do tio materno Caíco Gonzalez, goleiro do Allianza Lima, em desastre aéreo em dezembro de 1987: “Foi doloroso, não dá para esquecer”.

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