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PIOR DO QUE A MULTA e a perda da camisa 10, em competições em que o número não possa ser alterado, a saída pela porta dos fundos, no final de 2024, quando termina o contrato, será o pior momento da carreira de Gabriel no Flamengo. A punição do clube e o sentimento de revolta dos torcedores são irremovíveis.

INGRATIDÃO, DOR E DECEPÇÃO, alguns dos termos que milhares de torcedores usaram para resumir a falta de respeito com que foram tratados, ao ver o jogador usando a camisa do Corinthians, em sua própria casa, ao receber amigos, um dia depois de entrar, aos 24 do 2º tempo, na vitória sobre o Bolívar no Maracanã.

FOI A GOTA QUE FALTAVA para a saída, silenciosa e triste de Gabriel, pela porta dos fundos do Flamengo. O jogador já havia discutido com dirigente no vestiário. A relação se agravou com a chegada de Tite, que sempre o manteve na reserva, e a quem não aceitava por não o ter levado à Copa de 2022. Mas o pior estava por vir.

O JOGADOR fez proposta surreal para antecipar a renovação e o clube não aceitou. Depois, a lesão muscular que o afastou além do tempo previsto, e a suspensão por dois anos, por tentar fraudar o exame antidoping. O clube recorreu, obteve efeito suspensivo, mas, ao voltar, em 4 jogos, todos saindo da reserva, 0 gol.

O FLAMENGO não teve outra alternativa, e a meu juízo, foi suave nas decisões que adotou. Conhecendo um pouco da história do futebol, que vivo há mais de meio século, só me resta exaltar os que souberam fazer, honrar e manter a própria história. A história de Zico, camisa 10 e capitão de todos os títulos, não tem paralelo na história do Flamengo.

Fotos: Reprodução