É RARO, MAS A SELEÇÃO do Campeonato Brasileiro de 2022, ganho com brilho pelo Palmeiras e anunciada ontem (10) pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), reflete bem o desempenho dos jogadores escolhidos, a partir de todo o sistema defensivo do campeão, o que menos sofreu gol. Bom dizer: 4, dos 11 jogadores, são estrangeiros, e mais o bom técnico Abel Ferreira.

O ÚNICO DA SELEÇÃO BRASILEIRA é Weverton, terceiro goleiro, suplente de Alisson e Ederson. O zagueiro Gustavo Gomez, capitão do Paraguai, é também o capitão do Palmeiras, que tem o lateral Piquerez, uruguaio da mesma seleção de Arrascaeta, meia do Flamengo. Os que formaram o júri tiveram bom-senso e foram justos na escolha dos nomes.

PODE SER ADMITIDA, apenas e tão-somente, uma discordância no meio-campo, se levarmos em conta que Everton Ribeiro foi tão bom quanto Arrascaeta. A meu juízo, ele foi até superior; foi o jogador mais lúcido do Flamengo na temporada que está se encerrando, e com justiça, mereceu a convocação para a Copa do Mundo.

FOI IGUALMENTE JUSTA, na minha visão, a escolha dos novatos André, que se sobressaiu na campanha acima da média do Fluminense, que ainda pode terminar vice-campeão, e João Gomes, que se destacou no meio-campo do Flamengo, mesmo com o time em declínio e terminando em 5º. 

GUSTAVO SCARPA teve muito mérito técnico para ganhar o prêmio de craque do campeonato. Foi o jogador mais versátil e habilidoso do time campeão. Impressionou muito pela precisão nas assistências e foi quase perfeito nas bolas paradas, em faltas e em escanteios. A saída dele será muito sentida pelo Palmeiras, que dificilmente terá organizador tão bom em 2023.

GERMAN CANO, com recordes no Fluminense e no Brasileiro, e Pedro Raul, que chegou sem alarde do quase desconhecido Kashiwa Reysol, emprestado ao Goiás, estiveram sempre na direção certa das redes. Os gols deles dizem mais.

ABEL FERREIRA manteve elevado o índice de aproveitamento do Palmeiras, com uma campanha de alto nível; só duas derrotas em casa e nenhuma como visitante, se mantiver a invencibilidade no jogo com o Internacional. O técnico campeão teve outro mérito, o de esperar o momento certo para lançar Endrick, com justiça, aos 16 anos, a revelação do Brasileiro de 2022.

Foto: Lance!