A seleção brasileira faz amanhã (10) o primeiro jogo de sua história com o Senegal, no estádio multiuso de Singapura, no sudeste da Ásia, único do mundo com design especial e 55 mil lugares para futebol, podendo a capacidade ser reduzida em atletismo, rugby e críquete, de acordo com a importância do evento. O gramado é natural e o teto, retrátil.

SINGAPURA, onde fiquei duas semanas como jornalista da Volta ao Mundo do Madureira, em 1964, é hoje o país com o mais elevado índice de Desenvolvimento Humano da Ásia e o nono melhor do mundo. É o que concentra o maior número de famílias milionárias, e o Banco Mundial diz ser a melhor cidade do mundo para negócios. 

CIDADE DOS LEÕES – Singapura é uma República Parlamentar, em que o PAP – Partido de Ação Popular – ganhou todas as eleições dos últimos 60 anos (desde 1959). Tem governo forte, experiente e qualificado, com o apoio do quarto principal centro financeiro e o quinto porto mais movimentado do mundo. República Independente desde 1965 e formada por 63 ilhas, Singapura significa Cidade dos Leões.

AUTÓDROMO – Há 11 anos, Singapura entrou no mapa do mundo milionário da Fórmula-1, ao inovar com a primeira corrida noturna da história, ganha em 2008 pelo piloto espanhol Fernando Alonso, da Renault, no circuito urbano de Marina Bay, com 61 voltas e 23 curvas. Nessa prova, ele teve um problema com o brasileiro Nelson Piquet.

NÚMERO UM – A maior empresa aérea do mundo é a Singapura Airlines, com todos os 120 aviões de grande porte, os Wide-body, operando em 90 cidades e 40 países, e desde 2004 com os voos mais longos sem escala, tipo Singapura-Nova York. Há 20 anos, o melhor serviço de bordo e líder mundial em primeira classe.                                    

BRASIL x SENEGAL

O amistoso de amanhã (10), às 9 da noite, em Singapura – 9 da manhã, no Rio -, é o confronto do campeão invicto da Copa América com o vice-campeão da Copa Africana. No ranking atualizado da FIFA, em 25 de julho, o Brasil subiu para o segundo lugar com 1.726 pontos – a Bélgica lidera com 1.746 -, e o Senegal é o vigésimo segundo colocado.DUAS MUDANÇAS – Da final da Copa América – 3 x 1 no Peru, em 7 de julho, no Maracanã -, a seleção não terá o goleiro Alisson, ainda em recuperação muscular, e contará com a volta de Neymar, que à época estava contundido e foi substituído por Everton. Escalação: Ederson, Daniel Alves, Marquinhos, Tiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Gabriel Jesus, Neymar e Roberto Firmino.

SAUDADE DE 1982 – Técnico do Senegal desde 2015, após dois anos dirigindo a sub-23, o ex-meia Aliou Cissé, 43 anos, volta no tempo e lembra da Copa de 82, em que a França tinha Platini, Tigana e Giresse, mas faz questão de exaltar também o meio-campo do Brasil: “Falcão, Sócrates e Zico também eram excepcionais, todos com muita técnica”.

DESTAQUES – Senegal teve três na seleção vice-campeã da Copa Africana: o zagueiro Kalidou Koulibaly, 28 anos, 1,86m, do Napoli; o atacante Habib Diallo, 24 anos, 1,85m, artilheiro do francês Metz, e o meia Idrissa Gueye, 30 anos, 1,74m, autor dos gols do PSG nos 2 x 2 da semana passada com o Real Madrid, na Liga dos Campeões.

SEMPRE RÁPIDO – O técnico do Senegal diz que sua seleção pratica futebol solidário e sempre rápido: “É um jogo histórico, por ser o primeiro, e vamos tentar ganhar. Se não for possível, tentaremos não perder” – diz com bom humor Ali Cissé, ex-meia, que jogou na Itália, Alemanha, Bélgica e Portugal, e pela seleção do Senegal não tem lembrança melhor que a vitória (1 x 0) sobre a França, campeã de 98, na abertura da Copa de 2022, a única que disputou como jogador. Voltou em 2018, na Rússia, como técnico.

Foto: Torcedores.com