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A SENTENÇA DE 12 PÁGINAS, assinada pelo meritíssimo juiz André Baptista Martins, da 33ª Vara Cível do Rio de Janeiro, condenando o Flamengo a pagar R$2,8 mi aos pais do ex-goleiro Christian, um dos 10 que morreram há cinco anos no incêndio do Ninho do Urubu, é um sinal de respeito e reconhecimento aos danos morais.

MAS ESTÁ BEM DISTANTE DE SER TUDO, menos ainda de dar por concluída, a extensão da maior tragédia de 128 anos da história do clube. Cristiano Esmério, pai de Christian, resumiu: “O Flamengo tentou, de todas as formas, enfraquecer as famílias, e fez com que, quem está de fora, pensasse que somos mercenários”.

A DECLARAÇÃO CONFIRMOU o que membros do Ministério Público disseram: “O Flamengo pressionou as famílias, que não viram outra saída e tiveram que aceitar os valores oferecidos pelo clube”. A única a recusar a proposta, e a entrar na Justiça, foi a de Christian Esmério, que agora vai receber o que não foi pago às demais.

SERÁ ABSOLUTAMENTE INACEITÁVEL que a Justiça dê a tragédia por encerrada, sem que haja condenação criminal. Os responsáveis pela morte dos 10 jovens, que dormiam em contêineres inadequados, conforme revelou a perícia, não podem continuar livres, esperando a prescrição de um caso chocante.

CINCO ANOS DEPOIS da tragédia da madrugada da 6ª feira, 8 de fevereiro de 2019, no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio, não pode ficar o dito pelo não dito, sem nenhuma punição criminal.

A JUSTIÇA PRECISA mostrar que está viva, evitando que se reforce o conceito de que o Brasil continua sendo o país da impunidade.

Foto: site Torcida Flamengo