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COM UM DOS PIORES segundos turnos, em que chegou ao décimo jogo consecutivo sem vitória, no 0 x 0 da noite de ontem (3) com o Cruzeiro, em seu último jogo do ano no Estádio Nilton Santos, o Botafogo apagou o brilho do melhor primeiro turno dos pontos corridos, em que ganhou todos os dez jogos, sem sofrer gol em sete como mandante. Poucas vezes, viu-se final tão melancólico, doloroso, triste e chocante de uma equipe sem personalidade e sem comando.

OS QUE ACOMPANHAM nossas publicações, hão de se lembrar que assim que começou o declínio, com o time deixando escapar pontos, com gols sofridos nos minutos finais, e nas viradas de quatro gols, que levou, em casa, do Palmeiras e do Grêmio, perguntamos: o Botafogo quer mesmo ser campeão? A sequência deixou claro que não. Depois da 27ª rodada, em 18 de outubro, quando venceu o América por 2 x 1, na 27ª rodada, o Botafogo antecipou a resposta.

A SEQUÊNCIA DE 10 jogos sem vitória: 1 x 1 Athletico Paranaense (c), 2 x 2 Fortaleza (f), 0 x 1 Cuiabá (c), 3 x 4 Palmeiras (c), 0 x 1 Vasco (f), 3 x 4 Grêmio (c), 2 x 2 Bragantino (f), 1 x 1 Santos (c), 1 x 1 Coritiba (f), 0 x 0 Cruzeiro, na noite de ontem (3), deixou claro que o Botafogo não queria ser campeão. O time teve cinco técnicos, Luis Castro, Bruno Lage, Claudio Caçapa (único 100%), Lucio Flávio, vítima de grande injustiça, e Tiago Nunes, único que empatou todos os jogos.

O LÍDER DE 31 RODADAS caiu para o quinto lugar, parou em 18 vitórias, perdeu a vaga direta na Libertadores de 2024, e depois de tão perto de erguer a taça, agora está sob ameaça de terminar em sexto, se não reencontrar a vitória no jogo da última rodada com o Internacional, 9º, com 52 pontos, 4ª feira (6), na Arena Beira Rio, em Porto Alegre. Depois de tudo o que fez, a torcida não merecia final tão decepcionante. Duro, mas o Botafogo pagou o preço da falta de comando.

Foto: No Ataque e Fogo na Rede