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OS DEUSES DO FUTEBOL abençoaram a virada santa da volta do Fluminense à final da Libertadores. Quando a vaga parecia perdida, a troca de gentileza, entre Kennedy e Cano, colocou o tricolor carioca na decisão. Depois de usar a cabeça do zagueiro argentino Gabriel Mercado, que fez 1 x 0 logo aos nove minutos, o Internacional foi envolvido por um Fluminense que voltou do intervalo com outra postura e conseguiu a virada heroica em seis minutos.

O ARTILHEIRO CANO deu a assistência para Kennedy encobrir o goleiro uruguaio Sergio Rochet, aos 36, e Kennedy retribuiu com o calcanhar para Cano fazer a virada, com chute cruzado, aos 42, levando ao delírio os cinco mil tricolores e deixando em silêncio os 45 mil colorados, que saíram incrédulos da Arena Beira Rio. O Fluminense tem encontro marcado, com Palmeiras ou Boca, na grande final do sábado, 4 de novembro, às 4 da tarde, no Maracanã lotado.

MOVIDO A DESAFIOS, o Fluminense voltará ao Maracanã 15 anos depois de perder nos pênaltis a decisão de 2008 para a LDU, sabendo da qualidade do adversário. Se for com o Palmeiras, finalista pela terceira vez nos últimos quatro anos, tentando se tornar o primeiro brasileiro a ganhar quatro vezes o título. Se for com o Boca, um time que tenta se igualar ao rival Independiente, recordista com sete títulos e único a ganhar a Libertadores quatro vezes consecutivas.

CINCO DIAS DEPOIS de completar 43 anos, em 30 de setembro, o goleiro Fabio ergueu a cabeça e assumiu a culpa pelo gol: “São situações de jogo, com muita gente na área. Infelizmente, tropecei no próprio companheiro (Nino), o que me tirou a chance de fazer a defesa, mas não perdi a confiança na virada, como no jogo do Maracanã. Se o Fluminense não ganhou a final de 2008, eu também não ganhei a final de 2009, mas chegou a hora de sermos campeões da Libertadores”.

RECORDISTA BRASILEIRO de jogos na Libertadores, Fabio chegará à marca histórica do 100º jogo, na final de 4 de novembro no Maracanã, querendo o terceiro título pelo Fluminense, bicampeão carioca em 2022-23. Recordista de jogos no Cruzeiro, com 976 em 16 anos, foi sete vezes campeão mineiro, bicampeão brasileiro, três vezes campeão da Copa do Brasil, ganhando dos torcedores o apelido de Muralha Azul.

FABIO IMPEDIU QUE a vaga fosse decidida nos pênaltis, ao fazer a defesa mais difícil, nos acréscimos de cinco minutos da noite de ontem (4), na Arena Beira Rio, desviando a escanteio a cabeçada de Luiz Adriano, que entraria rente ao travessão, depois de defender um chute à queima-roupa de Enner Valencia, que também perto do final cabeceou rente à trave esquerda a falta de Martinelli em Enner Valencia batida pelo lateral espanhol Hugo Mallo.

INTERNACIONAL 1 x 2 FLUMINENSE estabeleceu dois recordes na Arena Beira Rio, o de renda – R$6.360.582,50 – e o de público, 50.479 oagantes. A lamentar o uso exagerado de sinalizadores, provocando fumaça e dificultando a visão dos próprios jogadores. Tão rigorosa em outros itens, a Confederação Sul-Americana de Futebol precisa passar a punir os clubes por ações que em nada contribuem para a grandeza do espetáculo.

O TIME FINALISTA: Fabio, Guga (Yony Gonzalez, aos 34), Nino (c), Felipe Melo (Martinelli, intervalo) e Marcelo; André, Alexsander (Kennedy, intervalo) e Ganso (Lima, aos 19); Arias, Cano e Keno (Marlon, aos 38). O técnico Fernando Diniz fez todas as substituições no 2º tempo, e depois do apito final cumprimentou o árbitro venezuelano Jesus Valenzuela, que teve atuação segura, e foi com os jogadores saudar os torcedores tricolores.

Fotos: Andre Penner – AP, Trivela