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A volta de Luiz Felipe Scolari só faz bem ao futebol e deve ser saudada com alegria pelos que reconhecem os profissionais competentes, dedicados e sérios. Antes de tudo, Scolari confirma personalidade e firmeza, ao assumir o time em penúltimo lugar na Série B, com a missão que muitos julgam impossível de recolocá-lo na Série A em 2021. O Cruzeiro acertou na escolha, e mais ainda na extensão do projeto, de tê-lo como gerente-geral do futebol, ao fim do contrato de técnico em 2022.

PRESTÍGIO – Scolari iniciou como bom técnico, em 82, um ano após o último jogo com a faixa de campeão alagoano pelo CSA, de Maceió, como um zagueiro de atuações razoáveis, que antes foi do Caxias, Juventude e Novo Hamburgo. Os títulos foram aumentando seu prestígio, como os do Criciúma, único catarinense campeão da Copa do Brasil; do Grêmio, três vezes campeão gaúcho; campeão brasileiro, da Libertadores, Recopa Sul-Americana e também da Copa do Brasil, entre 87 e 96.

PALMEIRAS –Ídolo no Grêmio, ídolo também no Palmeiras, duas vezes campeão paulista; da Copa do Brasil, Libertadores e Campeonato Brasileiro, entre 98 e 2018, depois de iniciar em 2015 as quatro conquistas marcantes do tricampeonato chinês do Guangzhou Evergrande, campeão da Liga dos Campeões da Ásia, maior conquista da história do clube. Assim continuou a carreira de muito prestígio de Luiz Felipe Scolari, campeão da Copa Sul-Minas 2001, e 19 anos depois de volta ao Cruzeiro.

RECORDISTA – Scolari detém a marca que nenhum outro técnico alcançou em Copas do Mundo, a de 11 vitórias consecutivas, dirigindo duas seleções. O recorde teve início com as sete vitórias consecutivas da seleção brasileira, que ele comandou na conquista da última Copa, em 2002, e foi ampliado na Copa seguinte, com as quatro vitórias consecutivas de Portugal. O Brasil só ganhou todos os jogos em Copas do Mundo com Zagalo em 70 e Scolari em 2002.

SCOLARI volta ao Mineirão na noite desta sexta (16) para observar o time que assumirá na próxima semana. Penúltimo dos vinte, o Cruzeiro só ganhou 12 dos 48 pontos disputados em 16 rodadas da Série B, em que caiu por culpa exclusiva de maus gestores. O adversário é o Juventude, de Caxias do Sul, sexto com 23 pontos, menos 9 que o líder Cuiabá, e a vice-líder é a Chapecoense, com 29. Recolocar o Cruzeiro na Série A em 2021 é a missão mais difícil da carreira de técnico de Scolari. Difícil, não impossível.

Foto: Esporte R7