O Rio de Janeiro continua em estado crítico, com a saúde, faz tempo, abandonada em níveis municipal e estadual, e o que é bem pior, com a bandidagem do superfaturamento voltando a roubar o dinheiro, que deveria ser investido em benefício do povo, que continua pagando a conta. Se fosse um país, o Rio de Janeiro estaria entre os primeiros em casos de infecção. A capital é o município com mais casos – 42.385 – e mais mortes – 5.090 -, conforme o boletim da noite de ontem (15).

INDIFERENTES – Os clubes apressados pela volta dos jogos, Flamengo e Vasco, que pegou carona, apoiados pelos pequenos, fizeram nova reunião, até tarde da noite de ontem (15), mediados pela Federação de Futebol, que também não esconde a pressa, mas tem receio de marcar a data, devido à falta da autorização da Secretaria estadual de Saúde. Nem entre eles há consenso. O Flamengo quer jogo dia 18 (depois de amanhã); o Vasco, dia 20; a Federação, dia 24, e Botafogo e Fluminense, só em julho.

EQUILÍBRIO – O Sindicato dos Atletas, representado pelo presidente Alfredo Sampaio e o ex-jogador Zé Mário, adota posição de equilíbrio, entendendo que nenhuma data pode ser marcado  para o recomeço dos jogos, antes do aval da Secretaria de Saúde. Sampaio diz ser impossível que, depois da longa pausa, dois times possam vir a ser prejudicados, no caso Fluminense e Botafogo, caso não disponham de, pelo menos, duas semanas para o que poderia ser chamado de pré-temporada. É uma posição coerente.

5.090 MORTES – Com mais 1.374 novos casos de infecção e 56 mortes nas últimas 24 horas, de acordo com o boletim da noite de ontem (15), da Secretaria estadual de Saúde, a cidade do Rio de Janeiro é o município com mais casos infecciosos – 42.385 – e mais mortes – 5.090 –, o que torna a situação ainda mais crítica, exigindo que prefeito e governador determinem a volta do isolamento social, a exemplo do que fizeram outras capitais e estados, onde a pandemia retornou após o relaxamento.

EXEMPLO – Enquanto Flamengo, Vasco e os pequenos, apoiados pela Federação de Futebol, ao invés de pensarem na saúde da população, insistem em que o futebol volte rápido, a direção da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro sinaliza com a decisão prudente de só promover o retorno das aulas presenciais após a vacinação. É uma medida inteligente e que mostra o bom-senso dos que se preocupam com a saúde da população. Algo que está distante da cabeça de certos clubes.