Não há nenhuma surpresa em que o Vasco tenha se tornado nesta terça, 3 de dezembro de 2019, o clube brasileiro recordista de sócios-torcedores. Menos ainda, que ao conseguir mais de 140 mil, esteja na expectativa de ampliar o recorde, antes mesmo da última rodada, quando jogará no Maracanã com a Chapecoense, para 150 mil, ou mais.

A HISTÓRIA – Os que conhecem a história do Vasco, sabem que as grandes conquistas só foram possíveis com a força de sócios e torcedores apaixonados. Ao ganhar o campeonato de 1923, o Vasco deu uma resposta à altura do menosprezo dos grandes clubes, que ainda tentaram impedir a ascensão do time de negros e brancos pobres à elite do futebol.

O ESTÁDIO – Em menos de um ano, sócios e torcedores se mobilizaram e conseguiram a doação do terreno e de todo o material de construção. Em 21 de abril de 1927, com a presença de Wenceslau Brás, nono e mais longevo presidente da República (morreu aos 98 anos), o Vasco inaugurava São Januário em amistoso com o Santos. Um ano depois, em 31 de março de 1928, o Vasco fazia amistoso com o Wanderers, do Uruguai, para a inauguração dos refletores.

SÃO JANUÁRIO, maior estádio do Rio, até a inauguração do Maracanã, em junho de 1950, foi palco dos grandes clássicos do Campeonato Carioca e do Sul-Americano que o Brasil ganhou em 1949. Mas também se tornou cenário de festas cívicas marcantes. De todas, a mais importante em 1 de maio de 1943, quando o presidente Getúlio Vargas, na tribuna de honra, assinou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

NÃO HÁ COMO deixar de admitir que essa mobilização dos vascaínos, tornando o clube líder de sócios-torcedores no Brasil, teve muito a ver com o igual programa do Flamengo, que se expandiu com a Libertadores e o Brasileirão. Como disse o cientista inglês Isaac Newton – 1643 – 1727 -, de grandes atributos, embora mais conhecido como físico e matemático, “toda ação provoca uma reação”.