Em sua sétima participação alternada desde 2003, o Vasco inicia amanhã (28), em São Januário, a segunda fase da Copa Sul-Americana, em jogo com o Caracas FC, da capital da Venezuela, único dos 10 países da América do Sul que nunca se classificou para a Copa do Mundo. O Caracas é um time jovem, veloz, mas tecnicamente fraco, e entra na Sul-Americana por ter sido terceiro do Grupo H da Libertadores, em que o Boca Juniors se classificou invicto, e o Libertad, do Paraguai, foi o segundo.

TRÊS ESTRANGEIROS – Dos 31 jogadores do elenco do Caracas, só três são estrangeiros, todos atacantes: Over Garcia, da Colômbia, e Henry Lopez, da Guatemala, ambos de 28 anos, e o argentino Alexis Blanco, de 32 anos. Onze vezes campeão nacional e cinco vezes campeão da Copa Venezuela, o Caracas venceu (1 x 0) o Zamora, domingo (26), na abertura do campeonato 2020. O clube tem 52 anos e o time usa três uniformes: o primeiro, vermelho; o segundo, branco, e o terceiro, preto.

TÉCNICO CHITA – O Caracas, adversário de amanhã (28) do Vasco, é dirigido por Noel Sanvicente, de 55 anos, ex-atacante, quatro vezes campeão no extinto Maritimo, e nos únicos títulos do Minerven, em 95 e 96. Por ser negro, Noel é tratado pelo apelido de Chita, macaca dos filmes de Tarzan, nos anos 30-40. Técnico do Caracas de 2002 a 2010, voltou em 2017, e em 2015 e 2018 dirigiu a seleção da Venezuela na Copa América, eliminada na primeira fase.

O MELHOR – O meia-atacante Robert Hernandez, de 27 anos, nascido em Caracas, camisa 10 e capitão, é a referência do time. Segundo os observadores, um jogador com boa visão do campo, eficiente nos lançamentos, com boas finalizações de meia distância e em cobrança de falta. Ele disse que a orientação para o jogo de amanhã (28), em São Januário, é não dar espaço e tentar o gol em contra-ataques: “Se possível, a vitória, mas o empate já será bom resultado” – resumiu na chegada ao Rio.

POR UM GOL – No Grupo H da fase de grupos da Libertadores, o Caracas terminou em terceiro por diferença de um gol do Libertad, que ficou em segundo, depois de empatarem em pontos (7), vitórias (2), empate (1), derrotas (3) e gols (8). O Caracas sofreu 12 gols e o Libertad, 11. O Boca Juniors, seis vezes campeão, foi o primeiro, com 14 pontos. O Caracas entrou na Copa Sul-Americana por ter sido o terceiro, que representa tipo um prêmio de consolação da Conmebol.

UM CONVOCADO – Depois das derrotas para a Colômbia (3 x 0) e o Paraguai (1 x 0), o técnico da Venezuela, José Peseiro, português de 60 anos, convocou sábado (25) a seleção para os jogos de novembro das eliminatórias com Brasil, dia 13, e Chile, dia 17, com 33 que atuam em 17 países, entre outros, Espanha, Itália, Portugal, França, Rússia e China, e só um que joga na Venezuela foi convocado, o goleiro Contreras, do Deportivo Tachira. Quatro jogam no Brasil: Savarino, Otero, Soteldo e Hurtado.

ALÉM DO VASCO, o futebol brasileiro tem mais dois representantes na Copa Sul-Americana, o São Paulo, visitante no jogo de ida, amanhã, com o Lanús, na Argentina, e o Bahia, também visitante no jogo de quinta (29) com o FC Melgar, da cidade peruana de Arequipa, com altitude de 2.300 metros e distante 1.013 km da capital Lima. A Conmebol escalou o árbitro Michael Espinoza, de 32 anos, da Federação Peruana, para Vasco x Caracas. Ele apitou Flamengo 2 x 2 River, dia 28 de fevereiro de 2018, no Maracanã, pela Libertadores.