A ARGENTINA COMPLETOU 29 JOGOS DE INVENCIBILIDADE, com a 19ª vitória na noite de ontem (1) sobre a Colômbia por 1 x 0, no estádio Mario Kempes, na cidade de Cordoba, a 697 km da capital Buenos Aires. O gol foi do atacante Lautaro Martinez, de 24 anos, campeão italiano com a Inter de Milão, mas o destaque foi o meia Di Maria, de 33 anos, do PSG, aplaudido de pé aos 22 do 2º tempo, substituído pelo atacante Paulo Dybala, de 28 anos, da Juventus de Turim.

COM O GOL, APROVEITANDO FALHA do zagueiro William Tesillo, que furou ao tentar desviar o cruzamento, Lautaro Martinez igualou-se a Neymar e Luis Suarez, com 7 gols, menos 3 que o boliviano Marcelo Moreno, artilheiro isolado das eliminatórias com 10 gols. Invicta, a Argentina consolidou a vice-liderança com 35 pontos, com a 10ª vitória e 5 empates, saldo de 16 gols (23 a 7). 

DESDE QUE A ARGENTINA PERDEU A MAIOR SÉRIE INVICTA de 31 jogos para a Colômbia, ao sofrer a goleada por 5 x 0, nas eliminatórias de 1993, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, os jogos com os colombianos passaram a ser vistos como vingança. Para ir à Copa de 1994, os argentinos tiveram que disputar a repescagem com a Austrália e só se classificaram com a vitória por 1 x 0, em Buenos Aires, depois de empate sofrido por 1 x 1 em Sydney.

PELA PRIMEIRA VEZ, A ARGENTINA INICIOU O ANO SEM MESSI, que o técnico Lionel Scaloni decidiu não convocar para sentir a seleção sem sua principal referência. Di Maria assumiu a liderança, fez mais uma grande exibição e saiu ovacionado de pé ao passar a braçadeira de capitão para o zagueiro Pezzella. Só houve um momento de apreensão, aos 17 do 2º tempo, quando o zagueiro William Tesillo, de 1,84m, carimbou a trave argentina com uma cabeçada forte.

EMILIANO MARTINEZ, Acuña, Martinez, Pezzella e Montiel; Lo Celso (Buendia), Rodriguez e Di Maria (Paulo Dybala); Lucas Ocampos (Meza), Lautaro Martinez (Nicolás Gonzalez) e Papu Gomez (Martinez Quarta) – a seleção argentina do técnico Lionel Scaloni, ex-lateral-direito de 43 anos, natural da província de Santa Fé. Campeões do mundo em 78 e 86, os argentinos estão classificados para sua 18ª Copa do Mundo em 2022, a última de Messi, aos 35 anos, que completará dia 24 de junho.

ARGENTINA 1 x 0 COLÔMBIA, com arbitragem segura de Raphael Claus, da Federação Paulista, um dos cotados para a Copa do Mundo de 2022, junto com o goiano Wilton Sampaio. Só houve três advertências com cartões amarelos, as dos laterais argentinos Acuña e Montiel, e a do meia colombiano Luis Suarez, homônimo do atacante uruguaio. 55 mil pagantes no estádio Mario Kempes, homenagem ao artilheiro da Copa do Mundo de 1978, a primeira que a Argentina ganhou.

NO JOGO DA TARDE DE ONTEM (1), no estádio Hernando Siles, na altitude de 3.640 metros de La Paz, o Chile manteve a chance de disputar a repescagem, ao vencer por 3 x 2 a Bolívia, que sofreu a 9ª derrota, 1ª em casa, após um empate e quatro vitórias, três consecutivas. Com a 5ª vitória, o Chile, que vinha de duas derrotas consecutivas, é 6º colocado com 19 pontos e saldo negativo de 1 gol (19 a 20). A Bolívia, em 8º com 15 pontos e saldo negativo de 12 gols (23 a 35), apenas cumpre tabela.

ALEXIS SANCHEZ, de 33 anos, campeão italiano com a Inter de Milão, marcou dois gols e se consolidou como principal artilheiro da seleção chilena com 48. O outro gol foi do volante Marcelino Nuñez, de 21 anos, da Universidade Católica da capital Santiago. Recém-contratado do Cerro Porteño, do Paraguai, Marcelo Moreno, de 34 anos, fez o 1º gol e se firmou como artilheiro das eliminatórias com 10. O outro gol foi do zagueiro Marc Enoumba, de 28 anos, africano da República dos Camarões, naturalizado boliviano.

Foto: Sportbuzz UOL