Nenhum técnico, aos 50 anos, conseguiu os recordes de Pep Guardiola, vitorioso em três das equipes mais importantes do mundo, com números e títulos expressivos. Ainda ontem (27), último sábado de fevereiro de 2021, com 2 x 1 no West Ham, completou 500 vitórias em 681 jogos como treinador, desde 8 de maio de 2008, quando estreou no Barcelona. Primeiro a conseguir 200 vitórias em 273 jogos no Manchester City, bateu o recorde de José Mourinho, que só conseguiu em 371 jogos.

20 CONSECUTIVAS – A vitória de ontem (27) sobre o West Ham foi a vigésima consecutiva e deu ao Manchester City 13 pontos de vantagem sobre o vice-líder Manchester United (62 a 49). A última derrota (2 x 0) foi para o Tottenham, em 21 de novembro de 2020, e desde então o City ganhou 24 jogos e empatou 3; nada, entretanto, que empolgue o técnico: “Isso não nos garante o título”. Em 681 jogos na carreira de Guardiola, 500 vitórias, 77 derrotas, 104 empates.

OURO OLÍMPICO – Guardiola iniciou aos 19 anos, em 1990, mas a carreira no meio-campo, com poucos jogos como zagueiro, terminou em 2001, após 385 jogos e só 13 gols pelo Barcelona, tetracampeão 90-91/91-92/92-93/93-94, e bicampeão 97-98/98-99, mais a Champions 91-92, e o ouro olímpico, de que fala com tanto orgulho, por ter ganho nos Jogos de Barcelona, em 92. Ele resume assim: “A emoção de ser medalhista olímpico, em sua própria casa, não se pode descrever em poucas palavras”.

GRANDE EXEMPLO – Guardiola também se emociona quando recorda Cruyff, que viu campeão no Barcelona e com quem depois aprendeu: “Meu espelho. Baseio muito meu conceito profissional no que aprendi com ele. Sabia tudo e ensinava com incrível facilidade”. Foi inspirado em Cruyff, e nas lições que com ele aprendeu, que Guardiola começou como técnico com quatro títulos consecutivos de campeão espanhol; duas Champions; dois Mundiais de clubes e a Supercopa da Uefa, entre 2008 e 2011.

PRIMEIRO DESAFIO – Um intensivo de três meses de Alemão, “menos complicado do que parece” – diz ele -, levou Guardiola a Munique dominando o idioma. No Bayern, foi tricampeão nacional, e ainda nas duas primeiras temporadas (2013-14 e 2014-15), ganhou a Supercopa da Europa, o Mundial de clubes e duas vezes a Copa da Alemanha. Guardiola é só elogios: “Já sabia que o futebol alemão é organizado e disciplinado, apenas confirmei vendo tudo de perto”.

REINO UNIDO – Na Alemanha, o contato diário com vários jogadores que também falam inglês com fluência, ajudou Guardiola na chegada ao Reino Unido, onde só fala no idioma do país, claramente entendido nas entrevistas coletivas pós-treinos e jogos. Ele não gosta de detalhar, mas admite que precisou rever conceitos ao assumir o Manchester City: “O britânico é de poucas palavras, bem objetivo, direto, não pede, mas espera ser entendido para não ter que repetir”.

GUARDIOLA só gosta de repetir conquistas, tanto que ao chegar ao Manchester City foi bicampeão da Premier League – 2017-18, 2018-19 -, ganhou a Copa e a Supercopa da Inglaterra, e a Copa da Liga Inglesa três vezes consecutivas. Quando perdeu o campeonato para o Liverpool, foi o primeiro a estender a mão ao alemão Jurgen Klopp, técnico que admira. Tudo caminha para o City voltar a ser campeão inglês, pouco para a ambição de Guardiola, que só vê a Champions como seu maior recorde.

Foto: Twitter