O SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA DESPORTIVA arquivou nesta última 6ª feira (29) de julho a iniciativa do Athletico Paranaense, que pedia a punição de Arrascaeta e Gabriel por conduta violenta. Na visão do STJD, qualquer mudança na decisão do árbitro estaria ferindo um dos artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, de vez que os dois jogadores foram punidos com cartão pelas faltas que cometeram. 

A COMISSÃO DE ARBITRAGEM da Confederação Brasileira de Futebol puniu o árbitro com afastamento, o que deixa claro ter visto os lances sob outra ótica, que muda com o ângulo da visão de cada um. Estou entre os que viram o árbitro acertar na cor do cartão de Arrascaeta, que teve reação de alívio, e errar na cor do cartão de Gabriel, que merecia ter sido punido com expulsão. 

AS DUAS FALTAS FORAM GROSSEIRAS, e ambas com a agravante de terem sido cometidas por trás. Arrascaeta derrubou o adversário, que corria em contra-ataque com a bola dominada, e Gabriel fez pior, ao chutar as pernas do adversário, sem bola, e de reclamar ao ser punido com o cartão.

TEM FALTADO PUNIÇÃO MAIS DURA AOS INFRATORES, na maioria dos casos, beneficiados pelo efeito suspensivo, imoralidade única do futebol brasileiro. Os clubes não educam, muito menos punem, preferindo acobertar e dar sempre razão ao jogador. Alguns têm usado as mãos mais que os goleiros e contestado sempre as decisões do árbitro, principalmente com ironia e deboche.

O FUTEBOL BRASILEIRO ESTÁ SOB AMEAÇA de igualar no Catar o recorde de cinco Copas sem Copa, como aconteceu entre 74 e 90. Cafu foi o último a receber e erguer a taça. Em 2022, os árbitros continuarão seguindo a lei, lamentavelmente conivente e frouxa no futebol brasileiro, aplicada, quase sempre, conforme a cor da camisa.

Foto: Diário do Nordeste