Os técnicos do Flamengo e do Liverpool usam o bom senso e evitam falar sobre o confronto que poderão ter na final do Mundial de clubes, dia 21, no estádio Khalifi, em Doha, capital do Catar. O Liverpool disputará a semifinal com Monterrey ou Al-Sadd e o Flamengo com Al-Hilal ou Esperance.

COM CERTEZA, o alemão Jurgen Klopp e o português Jorge Jesus conhecem a história. Já houve algumas zebras nas semifinais, excluindo favoritos absolutos. Mas, a mais chocante  foi a do Internacional, primeiro sul-americano eliminado, ao perder (2 x 0) para o Mazembe, do Congo, em 14 de dezembro de 2010, em Marrakesh, no Marrocos. 

OUTRO MICO – Três anos depois, o Atlético Mineiro decepcionou na semifinal de 2013, ao perder (3 x 1) para o Raja Casablanca, do Marrocos. Dirigido por Cuca, o Atlético tinha como principal estrela Ronaldinho Gaúcho, destaque da conquista da Libertadores. Teve que se contentar com o terceiro lugar, com vitória apagada (3 x 2) sobre o chinês Guangzhou.

RIVER – Nove dias após ganhar a Libertadores 2018, o River foi o quarto sul-americano eliminado na semifinal do Mundial de clubes, ao perder (5 x 4, nos pênaltis) para o Al-Ain, dos Árabes, após 2 x 2 no tempo normal. Antes, em 2016, o colombiano Nacional de Medellin deixou de ir à final, ao perder (3 x 0) para o japonês Kashima Antlers.

ZEBRA FINAL – No histórico das finais, o título do Internacional é tido como a maior zebra, com 1 x 0 sobre o Barcelona, no estádio Yokohama, em 2006, onde quatro anos antes o Brasil havia ganho a Copa do Mundo, por sinal, a última desde 2002. O autor do gol, Adriano Gabiru, sumiu dos gramados. Abel Braga virou ídolo da torcida colorada.

CAUTELA – Por essas e outras, os técnicos do Flamengo e do Liverpool, agora em dezembro de 2019, adotam o mesmo discurso: “Não podemos pensar em final sem antes ganhar a semifinal”. Klopp e Jesus estão cobertos de razão.