O Athletico, tricampeão paranaense, assumiu a liderança do Grupo C da Libertadores, depois de duas vezes em desvantagem no placar, com a grande virada (3 x 2) sobre o Jorge Wilstermann, na noite desta terça (15), na altitude de 2.560 metros do estádio Felix Capriles, em Cochabamba, terceira maior cidade da Bolívia. O gol foi do meia Walter, que voltou a marcar após dois anos de suspensão, por uso do medicamento sibutramina, para perder peso, considerado doping.

PRIMEIRA VEZ – O Athletico venceu pela primeira vez na altitude, depois de dois empates e cinco derrotas, a última na Libertadores de 2019 para o próprio Jorge Wilstermann (3 x 2), no mesmo estádio. Foi também a primeira vitória do Furacão paranaense como visitante em jogos da Libertadores, após seis derrotas consecutivas. O Jorge Wilstermann fez 1 x 0 aos 10 minutos, gol do atacante boliviano Gilbert Alvarez, de 28 anos, e o Athletico empatou aos 40, com o nono gol em 149 jogos do zagueiro argentino Lucho Gonzalez, de 39 anos.

A VIRADA – Na volta do intervalo, sem sinais de falta de ritmo depois de seis meses sem jogar, o Jorge Wilsterman fez 2 x 1 aos 11 minutos, com o gol do atacante Serginho, de 35 anos, paulista de Avaré, e o Athletico empatou aos 28, com o gol do meia Christian, de 19 anos, paulista de Jundiaí. O gol da virada (3 x 2) foi aos 46, após cruzamento do lateral Jonathan, que Walter finalizou no canto esquerdo, nove minutos depois de substituir Christian.

GOL HISTÓRICO – Walter havia feito o último gol em 13 de julho de 2018, no estádio Rei Pelé, em Maceió, na vitória (1 x 0) sobre o Sampaio Corrêa, que colocou o CSA na vice-liderança da Série B do Brasileiro. Dias depois, flagrado no exame antidoping pelo uso de sibutramina (medicamento para emagrecer, considerado doping) foi suspenso por um ano, e em julho de 2019, outra vez suspenso por mais um ano, só tendo condições de jogo em julho de 2020. Walter perdeu 23 kg e só voltou ao time do Athletico na derrota (1 x 0) para o Fluminense, na quinta rodada do Brasileiro, dia 22 de agosto, na Arena da Baixada.

WALTER Henrique da Silva, pernambucano de 31 anos, nascido em Recife, em 22 de julho de 1989, iniciou em 2008 no Internacional de Porto Alegre, que defendeu até 2010, quando foi comprado pelo FC Porto, em que marcou 16 gols em 33 jogos. Durante nove anos, foi emprestado pelo Porto ao Cruzeiro, Goiás, Atlético Goianiense, Fluminense, Paysandu, CSA, outra vez ao Goiás (2019), até voltar em maio de 2020 ao Athletico. “Não vou conseguir dormir” – disse ele após a vitória na Bolívia.

OS LÍDERES – Santos, Jonathan, Aguilar, Pedro Henrique e Marcio Azevedo (Abner); Wellington, Lucho Gonzalez (Pedrinho), Erick e Crhistian (Walter); Geuvanio (Ravanelli) e Fabinho (Carlos Eduardo) – o time líder do Grupo C da Libertadores, dirigido pelo técnico Eduardo Barros. O Athletico, com 6 pontos – 2 vitórias, 1 derrota -, igual ao Colo Colo, do Chile, que venceu (2 x 1) o Peñarol do Uruguai, é líder por 1 gol de saldo (4 a 3), enquanto o Colo Colo não tem saldo (3 a 3).

EXPULSÃO – O árbitro Angelo Hermosilla, de 38 anos, da Federação Chilena, teve atuação correta. Advertiu com cartão amarelo os meias Erick e Christian, do Athletico, e expulsou o brasileiro Serginho, do Jorge Wilstermann, aos 39 do segundo tempo, por falta no atacante Carlos Eduardo, próximo da linha lateral. O Athletico volta a jogar pela Libertadores na quarta (26), na Arena da Baixada, em Curitiba, com o Colo Colo, que o venceu (1 x 0) no jogo de ida em Santiago do Chile.

Foto: AIZAR RALDES – AFP