O empate da noite de ontem (13) com o Bahia (1 x 1), no Mineirão, tirou de vez a chance do Atlético, que completa 49 anos sem o título de campeão brasileiro, ganho no já bem distante 1971, quando venceu o São Paulo e o Botafogo no triangular final do formato antigo e comemorou pela única vez, dirigido pelo técnico Telê Santana. O gol do Atlético foi de Sasha, de cabeça, aos 20 minutos, mas na volta do intervalo, o meia-atacante Rossi empatou logo aos 3, com chute de fora da área no ângulo.

TERCEIRO com 62 pontos em 36 jogos – 18 vitórias, 8 empates, 10 derrotas, saldo de 16 gols (59 a 43) -, o Atlético fará os dois últimos jogos com o Sport, domingo (21), em Recife, com o Palmeiras, quinta (25), no Mineirão. O Bahia é décimo sexto com 38 pontos e 10 vitórias, mas pode voltar ao rebaixamento se o Vasco, com 37 e 9 vitórias, ganhar hoje (14) do Internacional, em São Januário. O Atlético esperava campanha melhor, mas o time não conseguiu manter o bom rendimento.

TÉCNICO – É certo que na sequência de 2021 o argentino Jorge Sampaoli não continuará dirigindo o time. O Atlético está interessado em Renato Portaluppi, que se tiver que sair do Grêmio, só após a decisão da Copa do Brasil com o Palmeiras, em que pretende igualar o recorde de seis conquistas do Cruzeiro. Embora o Grêmio não possa mais ser campeão brasileiro de 2020, o presidente quer a permanência de Renato, que levou o time ao tricampeonato gaúcho e à Copa Libertadores.

NA FRANÇA – Embora Sampaoli ainda não tenha confirmado, seu destino deve ser a França. Ele tem convite do Olympique de Marselha, décimo do Campeonato Francês, a 21 pontos do líder PSG, com 54, que ontem (13) venceu o Nice, por 2 x 1, no Parque dos Príncipes, em Paris. De forma bem velada, Sampaoli faz restrições à organização dos clubes e do futebol brasileiro em geral, apesar de ter sido vice-campeão em 2019 com o Santos, com quem ainda tem pendências financeiras.

COBRADO – O Atlético está novamente muito cobrado pelos torcedores, devido à falta de um título expressivo. O último foi a Libertadores de 2013, única da história do clube, que só ganhou o Brasileiro em 1971. Na época, com outro formato, o campeonato foi decidido em um triangular, em que o Atlético venceu o São Paulo por 1 x 0, gol de Oldair, e na final, em 19/12/71, no Maracanã, venceu o Botafogo por 1 x 0, gol de cabeça de Dario, artilheiro com 15.

TELÊ SANTANA – Então aos 40 anos, Telê Santana foi o técnico do time campeão, dois anos após o primeiro título carioca de 69 e de ganhar a Taça de Prata de 70 com o Fluminense. O jogo com o Botafogo, que teve o lateral Mura e o volante Carlos Roberto, expulsos nos minutos finais, pelo árbitro Armando Marques, foi diante de 53.903 pagantes. O time-base do Atlético: Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair (Cincuneghi); Vanderlei Paiva e Humberto Ramos; Lola (Spencer), Ronaldo, Dario e Romeu.

Foto: Ricardo Moreira / Estadão Conteúdo