O Atlético Mineiro desaprendeu mesmo de conjugar o verbo transitivo ganhar, ao sofrer a sexta derrota consecutiva (2 x 1, de virada), na noite de ontem (19) para o Colon, no estádio Estanislau Lopez, em Santa Fé, região centro-leste da Argentina, no jogo de ida das semifinais da Copa Sul-Americana, após sair em vantagem para o intervalo. O estádio ganhou a denominação de Cemitério de Elefantes porque os cinco grandes de Buenos Aires ficaram dez anos sem conseguir ganhar do Colon como visitantes.

O ATLÉTICO MINEIRO vinha de cinco derrotas consecutivas – sem fazer gol em três – no Brasileirão 2019 e o muito que conseguiu foi a vantagem do primeiro tempo, com o gol do atacante colombiano Yimmi Chará, 28 anos, aos 36 minutos. Na rebatida do zagueiro argentino Guillermo Ortiz, a bola bateu em Chará e deixou sem ação o goleiro uruguaio Leonardo Burian, 35 anos, 1,88m. Burian foi bicampeão uruguaio no Nacional em 2011-12.

DE CARRINHO – O Colon voltou de intervalo pressionando forte e empatou logo aos sete minutos. Após escanteio, o atacante Wilson Morelo, colombiano, 32 anos, completou de carrinho. Morelo havia feito no último sábado (13) o gol da vitória (2 x 1) sobre o vice-lider San Lorenzo pelo Campeonato Argentino. Bom lembrar: Morelo dividiu a artilharia da Libertadores 2018, com nove gols, com outro colombiano, Miguel Borja, do Palmeiras.

GOL DA VIRADA – O Colon continuou pressionando, mas, por pouco, sofreu o segundo gol, aos 32, quando o venezuelano Rômulo Otero bateu escanteio com efeito e quase fez um belo gol olímpico para o Atlético. O gol da virada do Colon foi do argentino Luis Rodriguez, aos 41. Os 35 mil torcedores se levantaram para aplaudi-lo dois minutos depois ao ser substituído por outro argentino, Tomás Chancalay. 

Luis Rodriguez, 34 anos, o mais baixo do time do Colon, com 1,57m, tem o apelido de Pulguita, por ser muito rápido e se deslocar com incrível facilidade. Nascido na pequena Simoca, área rural a 52 km da província de Tucuman, foi criado plantando cana de açúcar, antes de começar a jogar no Atlético Tucuman. 

ATLÉTICO – Cleiton, Patric, Rever, Igor e Fabio Santos; José Welison, Elias, Vinícius (Nathan, 38 do segundo tempo) e Yimmi Chará; Juan Cazares (Romulo Otero, 22 do segundo tempo) e Franco Di Santo (Alerrandro, 28 do segundo tempo). Técnico – Rodrigo Santana. O jogo de volta será na próxima quinta (26), no Mineirão, com 34 mil ingressos já vendidos, e o Atlético precisa só de 1 x 0 para ser finalista e decidir a Sul-Americana com Corinthians ou Independiente del Valle, do Equador, que ganhou o primeiro jogo (2 x 0).

SÓ UM CARTÃO – Colon 2 x 1 Atlético Mineiro só teve um cartão amarelo, aplicado ao atacante argentino Franco Di Santo, do Atlético, por falta no zagueiro Emanuel Olivera, aos 16 do primeiro tempo. Alexis Adrian Herrera, 29 anos, foi o árbitro da Venezuela no Mundial sub-20 deste ano, na Polônia, onde apitou Nova Zelândia 5 x 0 Honduras e África do Sul 1 x 1 Portugal.

ADMIRADOR DA arbitragem brasileira, Alexis Herrera tornou-se amigo do paulista Raphael Claus, que conheceu no Mundial sub-20 da Polônia, de 23 de maio a 15 de junho. Claus foi árbitro dos jogos Ucrânia 1 x 0 Itália, Estados Unidos 3 x 2 França e Senegal 0 x 0 Polônia e Itália 2 x 1 México, sempre com a nota máxima dos observadores da FIFA.

Foto: Paraná Portal – UOL