Desde que a vitória passou a valer três pontos, em 1995 – até 1994 só valia dois pontos -, o resultado do jogo também mudou. Por isso, o empate, que continua valendo só um ponto, deixou de ser bom. Que o digam Atlético Mineiro e Internacional, que já foram líderes do Brasileiro 2020, e empataram na noite de ontem (6), no Mineirão. O Atlético ficou a 4 pontos do líder e pode ficar a 7, se o São Paulo vencer o próximo jogo, e o Internacional perdeu o quarto lugar para o arquirrival Grêmio.

VIRADA E VACILO – Depois de levar o gol de cabeça de Yuri Alberto, aos 9, após cruzamento sob medida de Marcos Guilherme, o Atlético só demorou dois minutos para empatar, aos 11, com o gol contra do volante argentino Damian Musto, desviando chute de Rever. Na volta do intervalo, a virada do Atlético, aos 16, com o cruzamento de Keno e a cabeçada certeira de Hyoran, e o empate final (2 x 2) com o primeiro gol de João Peglow, aos 43, após Rever rebater mal o chute de Maurício.

DESDE 2002 – Completou maioridade o tempo sem vitória do Atlético, em casa, sobre o Internacional, no sétimo jogo que disputaram, desde 2002, no Mineirão, com duas vitórias do Internacional e o quinto empate. O resultado se ajustou bem ao que os times produziram, e o jejum do Internacional chegou aos 50 dias e ao sétimo jogo, com o time perdendo o quarto lugar para o Grêmio e caindo para a sexta colocação.

DESDE 2003 – João Peglow, formado durante oito anos na base do Inter, tornou-se profissional em 2018, mas só agora, no quarto jogo, marcou o primeiro gol. Desde Nilmar, em 2003, um jogador de 18 anos não fazia gol com a camisa do Inter. Com menos idade, o último a marcar foi Alexandre Pato, em 2006. Peglow, sobrenome de origem alemã, garante que foi o primeiro de muitos e que o Inter continua na briga: “Ficamos mais distantes do grupo da frente, mas não vamos esmorecer, não”.

POUPADOS – O Internacional decidiu poupar alguns titulares para o jogo de quarta (9) com o Boca, em Buenos Aires, pelas quartas de final da Libertadores, após perder (1 x 0, gol de Tevez) o jogo de ida em Porto Alegre. O time teve Marcelo Lomba, Rodinei, Lucas Ribeiro, Victor Cuesta e Uendel; Musto (Lindoso), Dourado (Praxedes) e Patrick; Marcos Guilherme (Maurício), Leandro Fernandez (Tiago Galhardo) e Yuri Alberto (Peglow). O time foi dirigido pelo assistente Leomir de Souza porque o técnico Abel Braga ainda se recupera da Covid-19.

ATLÉTICO – Everson, Igor Rabelo, Rever e Gabriel; Guga, Alan, Hyoran (Zaracho) e Arana; Keno (Nathan), Sasha (Alan Franco) e Eduardo Vargas (Marrony). Técnico – Jorge Sampaoli. Os dois próximos jogos do Atlético Mineiro serão fora de casa: sábado (12), na Arena da Baixada, com o Athletico Paranaense, e quarta (16), no Morumbi, com o São Paulo. Só o zagueiro Igor Rabelo e o meia Hyoran foram advertidos com cartão amarelo pelo árbitro Bruno Arleu Araújo, da Federação do Rio e da FIFA.

GRANDE SUBIDA – A rodada 24 será concluída na noite de hoje (7). O Atlético Goianiense, do técnico carioca Marcelo Cabo, pode subir bem, se vencer o Goiás. Décimo quinto com 28 pontos, o Atlético Goianiense ultrapassaria Bragantino, Bahia e Athletico Paranaense, com 28, e Corinthians e Fortaleza, com 30, e terminaria a rodada em décimo lugar. O fuzileiro naval e sociólogo Marcelo de Lima Henrique, de 49 anos, da Federação do Rio de Janeiro, será o árbitro no Estádio Olímpico de Goiânia.

Foto: R7 Esportes