Barcelona e Valencia decidirão no sábado 25 de maio, no estádio Benito Villamarin, em Sevilha, no sul da Espanha, a Copa do Rei 2018-2019. Será a quarta final que disputarão, depois de 1970-71, quando o Barcelona ganhou (4 x 3), repetindo a primeira conquista, em 1951-52, quando venceu (4 x 2). A única vez que o Valencia derrotou o Barcelona na final da Copa do Rei foi em 1953-54 (3 x 0).

MUITA DIFERENÇA – Há um abismo de diferença entre a participação do Barcelona e do Valencia na história da Copa do Rei. Enquanto o Barcelona, maior vencedor e atual tetracampeão, ganhou 30 títulos e vai disputar a final pela quadragésima terceira vez, o Valencia conquistou sete títulos e estará em sua décima sétima final. O segundo maior ganhador da Copa do Rei, com 23 títulos, é o Atlético de Bilbao.

CENÁRIO INÉDITO – Pela primeira vez na história da Copa do Rei, que começou a ser disputada em 1912-13, com o Barcelona campeão, a final será no estádio Benito Villamarin – 52.500 lugares -, inaugurado em 1929, e duas vezes reformado, em 1982, para a única Copa do Mundo que a Espanha promoveu, e em 2000. Os dois únicos jogos da Copa foram da seleção brasileira, com duas goleadas, 4 x 1, de virada, na Escócia, e 4 x 0 na Nova Zelândia. O estádio é Real Betis Balompié, que só foi campeão espanhol em 1934-35 e duas vezes campeão da Copa do Rei, em 76-77 e em 2004-05.

PRESENTE ANTECIPADO – O carioca Rodrigo Moreno Machado, filho do ex-lateral-esquerdo Adalberto, campeão brasileiro de 83 e campeão carioca de 86, que disputou 183 jogos entre 81 e 89 pelo Flamengo, clube do coração – 105 vitórias, 45 empates, 33 derrotas -, marcou o gol que colocou o Valencia pela décima sétima vez na final da Copa do Rei, ao vencer (1 x 0) o Betis, diante de 55 mil torcedores, no estádio Mestalla, na noite de ontem (28), na terceira maior cidade do país, na região leste da Espanha.


Foi um presente antecipado que Rodrigo Moreno se deu, porque na próxima quarta (6 de março) ele vai completar 28 anos, já com a cidadania espanhola, que o levou às seleções sub-19, 20, 21 e 23 – com 24 gols em 37 jogos – e à seleção principal que participou da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, onde não conseguiu repetir o sucesso de 2010, em que foi campeã pela única vez. Rodrigo tornou-se profissional em 2009 no Real Madrid, depois da formação de um ano na base do Flamengo em 2002.

JOGADA BILÍNGUE – O gol de Rodrigo Moreno que pôs o Valencia na final da Copa do Rei foi aos 11 minutos do segundo tempo, em jogada bilíngue iniciada pelo zagueiro italiano Cristiano Piccini, de 26 anos, 1,90m, que ultrapassou a metade do campo e deixou a bola com o francês Kevin Gameiro, atacante de 31 anos, que cruzou na pequena área. Os zagueiros do Betis só viram a bola passar e, na segunda trave, Rodrigo completou de pé esquerdo para o fundo das redes.

CASTIGO MUITO DURO – O primeiro jogo em Sevilha terminou 2 x 2 e o Betis foi para a Valencia confiante em pelo menos outro empate para decidir nos pênaltis. Mas teve que passar por um castigo muito duro, o de não disputar a final em seu estádio, escolhido pela primeira vez, pela Real Federação Espanhola de Futebol. O jogo deixou bem evidente o estilo dos treinadores: Quique Setién, do Betis, com ataques em toques rápidos, e Marcelino Toral, do Valencia, com muita pressão e contra-ataques.

23 FALTAS – Valencia e Betis elevaram o tom das disputas e o jogo registrou nível bem acima de faltas do habitual nos jogos entre equipes espanholas. Houve 23 faltas, a maioria (13) praticada pelo Betis. Isso deixou claro que o nervosismo tomou conta dos times, sobretudo do que estava buscando a final inédita em seu estádio. O Betis levou muitos torcedores a Valencia, adolescentes em sua maioria, e não houve um que conseguisse conter o choro após a derrota.

CELEBRAÇÃO – Fundado em 9 de março de 1919, o Valencia Club de Futbol celebra em 2019 seu centenário. O clube teve começo de semana triste, com a morte de seu ex-atacante Waldo – 9/9/34 – 25/2/19 -, aos 84 anos. Foi o segundo estrangeiro que mais fez gol com a camisa do Valencia – 182 em 296 jogos, entre 61 e 69, depois de ter sido o maior artilheiro da história do Fluminense, com 319 gols em 403 jogos, de 1954 a 1961, quando foi campeão carioca e artilheiro do Rio-São Paulo.

11 ANOS DEPOIS – O Valencia volta a decidir a Copa do Rei depois de 11 anos. Foi campeão em 2007-08, ao vencer (3 x 1) a final com o Getafe, no estádio do Atlético de Madrid, que na época se chamava Vicente Calderón e atualmente é Wanda Metropolitano. Na semifinal, o Valencia eliminou (3 x 2) o Barcelona. Nessa temporada, um dos artilheiros do torneio foi o atacante Ricardo Oliveira, que jogava no Zaragoza, e continua brilhando e marcando gols com a camisa do Atlético Mineiro.