A IMPRENSA ESPANHOLA NÃO POUPOU O BARCELONA de duras críticas, depois da derrota humilhante por 3 x 0 para o Bayern Munique, na noite de ontem (14), no estádio Camp Nou. Foi a primeira vez que o time perdeu um jogo de estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões, após 17 vitórias e 5 empates, desde 1997-98. O diario AS resumiu: “Retrato da impotência do Barcelona”, e o Mundo Deportivo estampou na capa: “Bayern mostrou a realidade ao Barcelona”.

A PRIMEIRA – Desde a saída de Messi, foi o primeiro jogo do Barcelona na Liga dos Campeões, com atuação apagada e sem sequer um chute na direção do gol do Bayern, que saiu para o intervalo só com 1 x 0, gol de Thomas Muller aos 34, porque o goleiro alemão Ter Stegen evitou que fosse goleado, com pelo menos quatro defesas notáveis. Os 39.737 torcedores não reagiram, preferindo o silêncio ao invés de vaiar o time que lhe deu tanta alegria nos últimos anos.

18 CONSECUTIVOS – O eneacampeão alemão manteve o domínio e ampliou a vantagem na volta do intervalo, com o brilho de Robert Lewandowski. O maior artilheiro da história do Bayern completou 18 jogos consecutivos com gol, ao fazer 2 x 0 aos 7 minutos, quando a bola voltou da trave em chute de Gnabry, e marcar o terceiro aos 40, com drible desconcertante e humilhante no zagueiro Piqué, que resumiu ao final: “É o que somos hoje. Temos que reagir”.

6 JOGOS, 10 GOLS – Como visitante ou mandante, foi a décima oitava vitória do Bayern Munique em estreia na Liga dos Campeões, sem saber o que é derrota. Na liderança, após as quatro primeiras rodadas, o time da capital do estado da Baviera vai alargando o caminho para ampliar o recorde de títulos de campeão alemão, com o décimo consecutivo em 2021-22. Lewandowski, já com 10 gols em 6 jogos, com certeza terminará outra temporada como artilheiro absoluto.

ÚNICO BRASILEIRO – De volta ao Barcelona, após um ano emprestado ao Bayern, o meia carioca Philippe Coutinho, de 29 anos, foi o único brasileiro dos 32 em campo, entrando aos 21 do segundo tempo no lugar do meia holandês Luuk de Jong. Sem recursos para investir, o Barcelona está lançando novatos, tais como os que entraram no segundo tempo: os meias Pablo Gavira, de 16, e o lateral Álex Baldé, de 17. O mais velho foi o atacante austríaco Yusuf Demir, de 18 anos, emprestado pelo Rapid de Viena.

QUATRO PÊNALTIS – Em seu estádio Ramon Sanchez Pizjuan, o Sevilha ficou no (1 x 1) com o austríaco Salzburg, que fez 1 x 0, gol do meia Luka Sucic, e o meia croata Ivan Rakitic empatou. No segundo tempo, mais dois pênaltis: o que foi cometido pelo zagueiro brasileiro Diego Carlos, o austríaco Luka Sucic, do Salzburg, mandou na trave, e o outro, a favor do Sevilha, Jesus Navas acertou a trave. 

JUVENTUS 3 x 0 – O lateral Alex Sandro, da seleção brasileira, marcou de cabeça o primeiro gol dos 3 x 0 da Juventus sobre o Malmo, no estádio Eleda, da terceira maior cidade da Suécia, a 615 km da capital Estocolmo. Ainda no primeiro tempo, o meia argentino Dybala fez o segundo gol, aos 45, convertendo pênalti sofrido pelo espanhol Alvaro Morata, que marcou o terceiro, nos acréscimos, aos 47. Morata ganhou o prêmio de Homem do Jogo.

OS MAIS VELHOS – Dínamo e Benfica não saíram do 0 x 0, no Estádio Olímpico de Kiev, capital da Ucrânia, no jogo dos técnicos mais velhos da Liga dos Campeões 2021-22: o romeno Mircea Lucescu, de 76, e o português Jorge Jesus, de 67 anos. O Dínamo teve um gol do meia Mykola Shaparenko, de 22 anos, mal anulado por impedimento no minuto final. O lateral Gilberto, ex-Fluminense, foi substituído pelo austríaco Valentino Lazaro, e o ex-Grêmio, Everton Cebolinha, pelo ponta sérvio Nemanja Radonjic. 

Foto: Goal