Depois de uma vitória de cada time como visitante por 1 x 0, o Boca Juniors eliminou o Internacional e disputará as quartas de final no clássico argentino com o Racing, que eliminou o Flamengo, também nos pênaltis, depois de dois empates em 1 x 1. O Boca venceu (1 x 0, gol de Tevez) na Arena Beira Rio, em Porto Alegre, e o Internacional ganhou (1 x 0, gol contra do lateral colombiano Frank Fabra), na noite de ontem (9), no estádio da Bombonera, em Buenos Aires. Nos pênaltis, Boca 5 x 4.

JOGO IGUAL – Os resultados confirmam que Boca Juniors e Internacional fizeram jogos equilibrados, bem de acordo com a caracteristica de seus times e do plano de jogo de seus técnicos. Nos pênaltis, Tevez marcou primeiro e Rodinei empatou. O goleiro Marcelo Lomba defendeu a cobrança de Cardona, e Edenilson converteu a segunda cobrança do Internacional. Salvio empatou (2 x 2) e Lindoso perdeu a chance de recolocar o Internacional em vantagem.

REDIMINDO-SE da falha no lance do gol contra, Fabra colocou o Boca em vantagem (3 x 2), mas Yuri Alberto igualou as cobranças, convertendo a terceira do Internacional. Izquierdoz fez Boca 4 x 3 e Leandro Fernandez estabeleceu outro empate. Nas cobranças alternadas, o meia Leonardo Jara acertou a primeira do Boca e garantiu a classificação porque, a seguir, o meia-atacante João Peglow, de 18 anos, a exemplo de Lindoso, isolou a cobrança e o Internacional foi eliminado (5 x 4).

PROFECIA DE ABEL – Antes da saída do hotel para o estádio e da preleção aos jogadores, o técnico Abel Braga foi categórico aos dizer aos dirigentes do Internacional: “Se o Boca repetir o que jogou em Porto Alegre não ganha de novo da gente”. O treinador deu um nó tático no time argentino e o Internacional foi superior o tempo todo, anulando as ações ofensivas dos argentinos. Após o jogo, a maior preocupação do técnico era com a recuperação emocional de Peglow, que chorou muito ao perder o pênalti.

SEMIFINAL – Com a cota de 1.500 mil dólares – quase 8 milhões de reais -, assegurada pela classificação, depois de eliminarem o Internacional e o Flamengo, Boca Juniors e Racing decidirão a vaga para as semifinais, a partir da próxima quarta (16). O Boca, recordista de títulos argentinos (34), ganhou três vezes invicto o Mundial de clubes, e tenta se igualar ao Independiente, maior campeão da Libertadores, com 7 títulos. O Boca foi campeão em 77-78, 2000-01, 2003 e 2007.

O RACING, que teve no atacante Silva Batuta – 1940 – 2020 -, campeão no Flamengo e no Vasco, o único brasileiro artilheiro do Campeonato Argentino, tenta ganhar a Libertadores pela segunda vez, depois de 53 anos. 18 vezes campeão argentino, a última em 2018-19, o Racing foi campeão da Libertadores em 1967, ano em que também ganhou seu único título mundial de clubes.

Foto: Yahoo Esportes /Agustin Marcarian/Pool via AP