Imagem: Diário do Grande ABC

A Confederação Sul-Americana de Futebol anunciou na tarde desta última terça (27) de novembro que River e Boca vão disputar o segundo jogo da decisão da Copa Libertadores, no segundo fim de semana de dezembro – sábado (8) ou domingo (9) -, fora da Argentina, e antecipou que três sedes: Paraguai, Estados Unidos ou Catar. A decisão foi anunciada pelo presidente Alejandro Dominguez, diante de Rodolfo D’Onofrio, presidente do River, e Daniel Angelici, presidente do Boca, no salão de reuniões da Confederação, na cidade de Luque, a 15 km da capital Assunção.

SEM CABEÇA – A reação do Boca foi imediata e anunciada como definitiva pelo presidente Daniel Angelici, que resumiu: “Não temos cabeça para outro jogo e só queremos que a Confederação desclassifique o River e entregue a taça ao River”. Antes da reunião, o presidente do Boca protocolou documento de 26 páginas em que pede que o River seja desclassificado pela gravidade da conduta de seus torcedores e pela reincidência.

DESRESPEITO – O dirigente citou que o River desrespeitou a disciplina quando o técnico Marcelo Gallardo, que estava suspenso, foi ao vestiário no intervalo do jogo de volta das semifinais com o Grêmio, em Porto Alegre, passar instruções aos jogadores. Sobre o termo reincidência, o documento do Boca lembra que dois jogadores do River – o zagueiro Lucas Martinez, 21 anos, e o meia Camilo Mayada, 26 anos – foram suspensos por sete meses e multados em 20 mil dólares por doping, em maio de 2017.

MATANÇA – Além das 26 páginas recheadas de argumento para pedir a desclassificação do River e que a taça seja entregue ao Boca, o presidente do clube anexou pen drive com videos e autos que incluem 22 provas. Entre as mais contundentes, no entender dele, as imagens de torcedores do River, que vestiram um animal com a camisa do Boca, torturando-o até matá-lo de forma impiedosa. “Não pode haver clima para outro jogo com tanta selvageria” – ressaltou Daniel Angelici.

Foto: Daniel Angel / msn.com / Getty Images

ATÉ O FIM – O presidente do Boca voltou a dizer que o clube não aceita disputar o segundo jogo, mesmo que fora da Argentina, repetindo que “pela moralidade e a decência do futebol, o River tem que ser desclassificado e a taça entregue ao Boca”. Daniel Angel também repetiu que “o Boca vai à última instância, o Tribunal Arbitral do Esporte, para que o River seja punido com desclassificação. A Comissão Disciplinar da Confederação Sul-Americana ficou de se pronunciar.