O zero a zero com a Chapecoense, na noite desta segunda (26), no estádio Nilton Santos, foi o oitavo dos dezesseis jogos do Brasileirão 2019 em que o Botafogo não fez gol. Nada mais evidente de que o time não tem poder ofensivo. Se houvesse ganho, teria subido três posições e terminado a rodada em sétimo lugar com 25 pontos.

UMA POSIÇÃO – O Botafogo soma 23 pontos, após seu segundo empate sem gol – o primeiro foi no Mineirão com o Cruzeiro -, com 7 vitórias e 7 derrotas, e continua com saldo negativo de gols: marcou 14, sofreu 15. Apesar do 0 x 0, subiu uma posição e terminou a rodada em nono lugar, ultrapassando o Atlético Paranaense com 22 pontos.

O Botafogo é o segundo com menos empate, depois do Atlético Paranaense, que só empatou (1 x 1), fora de casa, com a Chapecoense, que, com 14 pontos, que não saiu do décimo sétimo lugar após seu quinto empate, segundo 0 x 0 (o primeiro havia sido com o Bahia, em Chapecó).

POUCAS CHANCES – Botafogo e Chapecoense apresentaram futebol de baixo nível técnico, com poucas chances, principalmente no primeiro tempo. Na volta do intervalo, o Botafogo quase marcou aos três minutos: a bola foi na trave, na cabeçada de Alex Santana. A defesa de Gatito, em cabeçada do zagueiro Gum, foi a melhor chance da Chapecoense.

PRIMEIRA VEZ –O atacanteLucas Campos21 anos, 1,65m, revelado pelo Nova Iguaçu, teve a primeira chance como titular em sete jogos, mas não aproveitou. Vítor Rangel, que o substituiu, nada acrescentou. O técnico do Botafogo também tentou melhorar o rendimento com Marcus Vinícius e Rhuan, tirando João Paulo e Luis Fernando, sem êxito.

BOTAFOGO – Gatito, Marcinho, Joel Carli, Gabriel e Gilson; Gustavo, Alex Santana e João Paulo (Marcus Vinícius, 23 do segundo tempo); Luis Fernando (Rhuan, 13 do segundo tempo), Lucas Campos (Vítor Rangel, 31 do segundo tempo) e Diego Souza, com atuação apagada. Técnico – Eduardo Barroca. Nas rodadas finais do turno, o Botafogo jogará com o Internacional, sábado (31), em Porto Alegre; com o Atlético Mineiro, no Rio, e com o Ceará, em Fortaleza.

CHAPECOENSE – Tiepo, Eduardo, Gum, Maurício Ramos e Bruno Pacheco; Marcio Araújo, Augusto (Renato Kayzer, 21 do segundo tempo), Camilo (Amaral, 38 do segundo tempo) e Campanharo; Arthur (Bryan, 45 do segundo tempo) e Everaldo. Técnico – Emerson CrisA Chapecoense jogará sábado (31) com o Santos, em Chapecó, e depois com o CSA, em Maceió. O último jogo do turno será com o Vasco, na Arena Condá, em Chapecó.

TRÊS CARTÕES – Em seu primeiro jogo no Rio, a paranaense Edina Alves Batista, da Federação Paulista e da FIFA, teve arbitragem segura. No primeiro tempo, só fez uma advertência com cartão amarelo, ao lateral Marcinho, aos 43, por falta em Arthur. No segundo tempo, o único advertido da Chapecoense foi Everaldo, aos 8, por falta em Gabriel, e Vitor Rangel levou cartão, aos 33 minutos, por falta em Campanharo.

BOTAFOGO e CHAPECOENSE, com futebol inexpressivo, mereceram as vaias ao final do jogo no estádio Nilton Santos. R$216.404,00. 7.095 pagantes. Em oito jogos em seu estádio o Botafogo ganhou 4, perdeu 3 e empatou o primeiro. Como visitante, a Chapecoense empatou pela segunda vez, só ganhou do Cruzeiro e sofreu cinco derrotas.

Foto: UOL Esporte