HÁ COISAS QUE SÓ ACONTECEM AO BOTAFOGO, mas, em alguns casos, são boas, como a virada da noite desta 5ª feira (3), no estádio Nilton Santos, por 4 x 2 sobre o Madureira, que fez 2 x 0 no início do 2º tempo. Empatado em pontos (7) e no saldo de gols (4) com o Flamengo, o Botafogo assumiu a liderança por mais gols marcados (7 a 5). Também com 7 pontos, o Vasco fez mais gols que os dois, mas caiu para o 3º lugar porque tem saldo de 3 gols (8 a 5).

SEM MERECER, PORQUE JOGAVA MELHOR, o Botafogo sofreu o primeiro gol aos 15 minutos do atacante Pipico, de 36 anos, cobrando pênalti de Kanu em Rafinha, que o árbitro Alex Stefano, injustamente vaiado na saída do intervalo, marcou bem, sem hesitar. O Botafogo teve boas chances em chute de Mateus Nascimento e cabeçada de Diego Gonçalves, mas parou em defesas firmes do goleiro Dida, paulista de 36 anos, 1,98m, estreante no Carioca.

PIPICO FEZ 2 x 0 AOS 9 MINUTOS DO 2º TEMPO, depois que a bola voltou da trave em chute de Erick Pulga. Pipico é o apelido de Wesley Henrique Lima Silva e Silva, de 36 anos, natural de Itaperuna, Noroeste do estado, artilheiro da Taça Rio com 8 gols pelo Bangu em 2010; da Copa do Brasil 2019, com 5 gols, pelo Santa Cruz (dividiu com Paolo Guerrero, do Inter, e Luciano do Fluminense), e do Pernambucano de 2020, com 6 gols. O Madureira é o 14º time de sua carreira.

FEZ-SE SENTIR O DEDO DO TÉCNICO Enderson Moreira na virada do Botafogo, que voltou do intervalo com três mudanças, saindo Felipe Ferreira e Vitinho, entrando Raí e Luis Fernando, e Jonathan Silva no lugar de Carlinhos, que tentou continuar, mas as dores no joelho não deixaram. A virada começou aos 11 minutos, com o chute de canhota, e de primeira, do zagueiro Kanu, que esperou 106 jogos, desde que se profissionalizou, para marcar o primeiro gol.

SETE MINUTOS DEPOIS, em boa tabela com Mateus Nascimento, o sempre oportunista Diego Gonçalves empatou, e a virada veio aos 32, após falta que o lateral Daniel Borges bateu pelo alto. O zagueiro Joel Carli tentou de cabeça, mas foi com o pé esquerdo que fez 3 x 2, seu 9º gol em 173 jogos, 19º da volta ao clube, após 6 gols em jogos, na primeira passagem, entre 2016 e 2020. Joel Carli, argentino de 35 anos, 1,93m, campeão carioca 2018 e brasileiro da Série B 2021.

O GOL QUE FALTAVA PARA O BOTAFOGO assumir a liderança pelo saldo foi do meia Raí, aos 41 minutos, pegando de primeira de canhota o cruzamento do lateral Jonathan. Um dos três invictos, o Botafogo conseguiu a segunda vitória consecutiva, com 7 gols marcados e 3 gols sofridos. Dos cinco mil ingressos postos à venda, 1.862 foram vendidos e a renda foi de R$59.250,00, em noite de tempo bom no estádio que tem o nome de Nilton Santos, um dos cinco botafoguenses bicampeões mundiais, com Didi, Garrincha, Amarildo e Zagalo.

OS NOVOS LÍDERES – Gatito, Daniel Borges, Kanu, Joel Carli e Carlinhos (Jonathan, intervalo); Fabinho, Breno e Felipe Ferreira (Raí, intervalo); Vitinho (Luis Fernando, intervalo), Diego Gonçalves (Barreto, 43 do 2º tempo) e Mateus Nascimento (Erison, 34 do 2º tempo). O líder invicto Botafogo fará o 4º jogo consecutivo no estádio Nilton Santos, 2ª feira (7), com a Portuguesa. O Madureira recebe o Vasco, domingo (6), no estádio Aniceto Moscoso.

SEIS AMARELOS – O árbitro Alex Gomes Stefano, de 33 anos, teve boa atuação em Botafogo 4 x 2 Madureira, marcando sem hesitação o pênalti de Kanu em Rafinha, convertido por Pipico no 1º gol do jogo. Aplicou com acerto os seis cartões amarelos, no zagueiro Mario Pierre e no atacante Rafinha, do Madureira, e no volante Fabinho, no meia Breno e no zagueiro Kanu. O único cartão do 2º tempo foi o de Joel Carli, suspenso do próximo jogo, por falta em Erick Pulga.

Foto: Vitor_Silva