Escolha uma Página

NÃO PODERIA TER SIDO mais decepcionante a estreia do Botafogo, frustrando quase 40 mil torcedores, na noite desta 4ª feira (3), no estádio Nilton Santos, em sua sexta participação na Libertadores. Com péssima atuação, já saiu para o intervalo perdendo por 3 x 1, e não melhorou para mudar o resultado.

O JUNIOR DE BARRANQUILLA FEZ 1 x 0 aos 12 minutos, com Carlos Bacca, convertendo pênalti de Hugo com a mão esquerda, ampliou em contra-ataques rápidos, com Gabriel Fuentes aos 28, e outra vez com Carlos Bacca, aos 41, após driblar o goleiro. Hugo, aos 44, marcou de canhota o gol do Botafogo, após passe de peito de Tiquinho.

O BOTAFOGO VOLTOU do intervalo sem Gregore e Savarino, mas Tchê Tchê e Luis Henrique nada acrescentaram, tanto quanto Jeffinho, que substituiu Eduardo aos 20 do 2º tempo. Rafael entrou aos 34 no lugar de Mateo Ponte, e aos 40, o estreante Oscar Romero substituiu Marlon, sem tempo para render.

O TIME DA PÉSSIMA ESTREIA: Gatito, Mateo Ponte (Rafael), Halter, Barboza e Hugo; Marlon (Oscar Romero), Gregore (Tchê Tchê) e Eduardo (Jeffinho); Junior Santos, Tiquinho e Savarino (Luis Henrique). Os dois próximos jogos do Botafogo serão com a LDU, dia 11 no Equador, e com o Cruzeiro, dia 14 ou 15, no Mineirão, na estreia do Brasileiro.

O BOTAFOGO JÁ ESTREOU EM ÚLTIMO no Grupo D, com o Junior Barranquilla e o Universitário do Peru, que venceu a LDU por 2 x 1, com 3 pontos. Com a derrota em casa por 3 x 1, o Botafogo é o último pelo saldo negativo de 2 gols (1 x 3). A LDU é 3º, com menos 1 gol (1 x 2). A situação do Botafogo começa complicada.

BOTAFOGO 1 x 3 JUNIOR BARRANQUILLA registrou R$1.542.427,50. O público pagante de 35.513, superou o da virada sofrida para o Palmeiras (3 x 4), na noite de 1/11/23, de 33.200, assim como o público presente de 39.039, acima dos 34.913 da noite de uma das maiores decepções na campanha do Brasileiro de 2023.

OS TORCEDORES ESGOTARAM os ingressos, tal como em 11 jogos consecutivos de 2023, e voltaram a se decepcionar. Bom lembrar: a melhor participação do Botafogo na Libertadores foi a primeira, em 1963, só eliminado na semifinal pelo Santos (1 x 1 no Pacaembu, 0 x 4 no Maracanã, em noite de três gols de Pelé.

Novo técnico do Botafogo, Artur Jorge, vê das cabines do Nilton Santos, a derrota para o Júnior Barranquilla

O TÉCNICO INTERINO Fabio Matias deixa o time após a primeira derrota, depois de oito vitórias e um empate. O português Artur Jorge chegou à tarde ao Rio, e viu sua nova equipe perder, ao lado dos assistentes João Cardoso e Franclim Carvalho; do preparador físico Tiago Lopes, e do analista de desempenho André Cunha.

FABIO MATIAS assumiu a culpa da derrota na estreia da Libertadores: “Não tivemos a intensidade, a pegada e a agressividade de outros jogos, inclusive quando ficamos com menos um em campo e eliminamos o Bragantino. Foi uma atuação muito ruim, bem abaixo das que vínhamos apresentando”.

O TÉCNICO PORTUGUÊS Artur Jorge, ainda sem apresentação marcada, não fez qualquer comentário sobre a atuação do time. Ele apenas disse, pouco depois da chegada ao Rio, que se sente feliz por trabalhar pela primeira vez no Brasil: “O que me trouxe foi a grandeza, a dimensão e a história do Botafogo”.

Fotos: Vítor Silva/Botafogo / Thiago Ribeiro/AGIF / André Durão / MAURO PIMENTEL / AFP