Quando voltar ao estádio Nilton Santos para o jogo de amanhã (8) com o Grêmio, três dias após o terceiro rebaixamento, o Botafogo estará sendo dirigido por seu ex-meia, capitão e duas vezes campeão carioca Lucio Flavio, de 42 anos, assistente da comissão técnica permanente. Ele resume: “O mais importante é não terminar em último. Basta a tristeza da eliminação”. Contratado para ser o cérebro do time, Lucio Flavio foi campeão em 2006 e 2010 e craque do Carioca de 2008.

A MISSÃO – Quatro pontos atrás do Coritiba, penúltimo com 28, 6 vitórias e saldo negativo de 18 gols, o Botafogo tem 24 pontos, 4 vitórias e saldo negativo de 25 gols. A missão que resta ao Botafogo é de dois jogos em casa, com Grêmio, amanhã (8), e São Paulo, e dois jogos fora com Goiás e Ceará. O Coritiba também será visitante em dois jogos, com Santos e Atlético Goianiense, e jogará em casa com Palmeiras e Ceará. Teoricamente, as dificuldades serão iguais.

CARROSSEL – Nascido em Curitiba, em 3/2/79, Lucio Flavio foi revelado em 1990 pelo Paraná Clube e despontou na seleção brasileira sub-20, no meio-campo com Ronaldinho Gaúcho. Campeão paranaense em 97 e brasileiro do módulo amarelo, foi supercampeão paulista em 2002 no São Paulo e ganhou em 2004 o inédito título paulista com o São Caetano, que em 2006 o emprestou ao Botafogo, integrando em 2007 o Carrossel Alvinegro do técnico Cuca com Zé Roberto, Dodô, Juninho e o artilheiro Tulio.

OS TÍTULOS – Lucio Flavio foi campeão da Taça Guanabara e carioca em 2006: “Um time unido e forte, bem dirigido pelo Carlos Roberto e que teve no Dodô o artilheiro do campeonato”. Bom lembrar: Carlos Roberto igualou-se a Zagallo, campeão como jogador (61-62) e técnico (67-68), quando atuava no meio-campo ao lado de Gerson. Lucio Flavio diz ter aprendido muito com os dois: “Simples e objetivos nas orientações, que devem ter adquirido jogando e com seus bons treinadores”.

INESQUECÍVEL – O ano de 2010 tornou-se inesquecível para Lucio Flavio, campeão da Taça Guanabara, e da Taça Rio e Carioca em um só jogo, ao vencer (2 x 1) o Flamengo, para quem o Botafogo havia perdido as decisões de 2007-08-09. Uma final eletrizante, com 17 cartões amarelos, 2 vermelhos e 3 pênaltis: “Um deles, o de cavadinha do Loco Abreu, que levou a torcida ao delírio” – recorda, lembrando que Jefferson defendeu pênalti do Adriano Imperador.

COBERTURA – Lucio Flavio recorda que recebeu a braçadeira de capitão do Botafogo em 2008 e do seu centésimo jogo, em que fez um gol, nos 7 x 0 no Macaé, ao ganhar a Taça Rio, e depois o prêmio de craque do Carioca. Ele lembra também do gol 50, golaço de cobertura, de fora da área, no Vitória, no Brasileiro de 2008. Lucio Flavio jogou no Santos em 2009, voltou ao Botafogo e saiu em 2011. Encerrou a carreira no Club Atlas, de Guadalajara; fez o jogo 300 pelo Paraná e foi campeão norte-riograndense em 2016 pelo ABC de Natal.

Foto: Fala Glorioso