SEM NEYMAR, SUA ÚNICA REFERÊNCIA, a seleção brasileira fez apresentação ruim e cedeu o empate ao Equador (1 x 1), em jogo com a cara do esculhambado futebol sul-americano, a quilômetros do europeu em organização, técnica e arbitragem, como se viu na noite desta última 5ª (27) de janeiro, no estádio Casa Blanca, em Quito. Casemiro marcou o 5º gol em 60 jogos pela seleção, aos 6 do 1º tempo, e Felix Torres empatou de cabeça aos 15 do segundo tempo.

ÚNICA EM TODAS AS 21 COPAS DO MUNDO, a seleção brasileira lidera invicta, com 36 pontos – 11 vitórias, 3 empates, saldo de 23 gols (28 a 5) -, e em seu 69º jogo sob o comando do técnico Tite, 51 vitórias, 13 empates, 5 derrotas, saldo de 115 gols (140 a 25), desde a estreia, em setembro de 2016, por coincidência, no Equador. Depois de Zagallo em 70-74 e de Telê Santana em 82-86, ele será o terceiro a dirigir a seleção em duas Copas do Mundo consecutivas.

DANIEL ALVES, 3º COM MAIS JOGOS – Ao substituir o meia Philippe Coutinho, aos 33 do 1º tempo, Daniel Alves completou 121 jogos, superou Rivellino (120 e 40 gols), entre 1965 e 1968, tornando-se o 3º com mais jogos pela seleção. Cafu, último capitão a erguer a taça em 2002, é o 1º, com 149 jogos e 4 gols, entre 1990 e 2004, e o 2º é outro lateral, Roberto Carlos, também campeão do mundo em 2002, com 132 jogos e 8 gols, entre 1992 e 2004.

ERROS E ACERTOS DO ÁRBITRO – Esperava-se boa atuação, mas o colombiano Wilmar Roldan, três dias depois de completar 42 anos, cometeu mais erros que acertos. Aos 15 minutos, acertou na expulsão do goleiro Dominguez, com a sola no pescoço de Mateus Cunha; aos 20, expulsou bem o lateral Emerson, com o 2º amarelo por falta em Estrada; aos 25, amarelo e vermelho para Alisson, que acertou a cara de Valencia, e não confirmou a expulsão, após consulta ao VAR. 

OUTRA VEZ INSEGURO – No segundo tempo, o árbitro continuou inseguro nas marcações. No lance mais polêmico, aos 47 minutos, marcou pênalti de Alisson, mostrando ao goleiro o segundo cartão amarelo, seguido do vermelho, após a queda do atacante Valencia. Alisson foi claramente na bola, com os punhos cerrados. Após rever no VAR, o árbitro não marcou o pênalti e retirou os cartões que havia aplicado injustamente no goleiro.

32 FALTAS, 5 CARTÕES – O árbitro Wilmar Roldan marcou 32 faltas (20 do Equador), advertiu três do Brasil e dois do Equador com cartão amarelo, e expulsou o goleiro Dominguez, por falta dura em Mateus Cunha, e o lateral Emerson pela segunda falta dura. Das 22 finalizações, 10 do Brasil, seis na direção do gol. O Equador finalizou 12 vezes, sete no gol. O Brasil teve acerto de 86% nos 381 passes. O Equador, de 83% nos 294. 

A SELEÇÃO BRASILEIRA, sem brilho e com pouca iniciativa, teve Alisson, Emerson, Tiago Silva, Militão e Alex Sandro; Casemiro (c), Fred e Philippe Coutinho (Daniel Alves, 33 do 1º tempo); Raphinha  (Anthony, 18 do 2º tempo), Mateus Cunha (Gabriel, 33 do 2º tempo) e Vinícius Junior (Gabriel Jesus, 18 do 2º tempo). Não houve um que se sobressaísse. Entre os mais apagados, Emerson, Raphinha, Mateus Cunha, Philippe Coutinho, Gabriel e Vinícius Junior.

EM 17 JOGOS SEM NEYMAR, a seleção ficou no sexto empate, após 10 vitórias e uma derrota. Com ele, a seleção venceu 20 jogos, perdeu 2 e empatou 4, marcando 34 gols. Foi o sexto Equador x Brasil em Quito, com o 3º empate, duas vitórias do Equador e só uma vitória do Brasil, que voltará a jogar nas eliminatórias, 3ª feira (2), com o Paraguai, no Mineirão. Ficam de fora, Emerson, expulso, e Militão, suspenso pelo 2º cartão amarelo, por falta dura em Caicedo.

Foto: 90min