Com a facilidade esperada, o Brasil estreou nas eliminatórias para a Copa de 2022 goleando (5 x 0) a Bolívia e na liderança pelo saldo de gols porque no outro jogo da noite de ontem (9) a Colômbia venceu (3 a 0) a Venezuela. A seleção fez 2 x 0 no primeiro tempo, com os gols de Marquinhos, de cabeça, e Firmino, que na volta do intervalo marcou o terceiro. O quarto gol foi contra do zagueiro José Carrasco, de peito, e Philippe Coutinho, de cabeça, fechou a goleada. Terça (13), Peru x Brasil, em Lima.

JOGO TODO – Recuperado das dores lombares, Neymar jogou do início ao fim, participou de dois gols com boas assistências, mas se excedeu no individualismo, com dribles e jogadas de efeito, pouco finalizando na direção do gol. A fragilidade da Bolívia, que só tentou sair do próprio campo após sofrer o primeiro gol, deu chance a um placar mais amplo, mas o Brasil pouco chutou de meia distância. O meia Douglas Luiz, uma das apostas do técnico, teve boa participação em sua estreia, no desarme e nos passes.

LATERAIS – Danilo, da Juventus, e Renan Lodi, do Atlético de Madrid, sem ter a quem marcar, mostraram firmeza no apoio e precisão nos cruzamentos, como o de Danilo, aos 16 minutos, na cabeça do zagueiro Marquinhos, que subiu livre para seu segundo gol em 48 jogos. Com igual rapidez, após trocar de passes com Neymar, o lateral Renan Lodi fez cruzamento rasteiro da linha de fundo, aos 30 minutos, para Firmino completar quase em cima da linha do gol.

FLANCOS – A seleção continuou usando bem os flancos no segundo tempo e assim conseguiu mais três gols. Foi com outro bom cruzamento de Neymar, logo aos 4 minutos, que Firmino, por entre as pernas do goleiro Carlos Lampe, fez seu gol 15 em 26 jogos como titular. No desvio de cabeça de Rodrygo, após cruzamento de Philippe Coutinho, a bola bateu no peito do zagueiro José Carrasco, que fez contra o quarto gol, e aos 28, em cruzamento de Neymar, Philippe Coutinho, de cabeça, fechou a goleada (5 x 0).

TROCAS – A primeira foi aos 14 minutos, com Rodrygo no lugar de Everton, que logo no início perdeu gol incrível na pequena área. As outras quatro substituições foram simultâneas: aos 26, Richarlison no lugar de Firmino, e Felipe, no de Tiago Silva, e aos 32, saiu Renan Lodi, entrou Alex Telles, e Everton Ribeiro no lugar de Philippe Coutinho. Mesmo com pouco tempo, Everton Ribeiro teve boa movimentação e foi o meia criativo de sempre, tal como tem sido em seu time.

BRASIL – Weverton, com uma única e excelente defesa, em chute de Bruno Miranda, Danilo, Tiago Silva (Felipe), Marquinhos e Renan Lodi;Casemiro (cap), Douglas Luiz, Philippe Coutinho (Everton Ribeiro) e Everton (Rodrygo);Firmino (Richarlison, o mais apagado) e Neymar. O técnico Tite não antecipou, mas tudo indica que deve manter a formação inicial para o próximo jogo, terça (13), em Lima, com a seleção do Peru, que na estreia empatou (2 x 2), em Assunção, com o Paraguai.

CANARINHO – No primeiro jogo sem público da história da seleção brasileira, desde 1914, algumas bandeiras foram colocadas atrás do gol, homenageando campeões: Pelé, Félix, os técnicos Aymoré Moreira, campeão do mundo em 62, e Zagalo, em 70, enquanto o mascote Canarinho Pistola tocava bumbo. O capitão Tiago Silva foi o único da seleção advertido com cartão amarelo, por falta em Cesar Menacho. O árbitro uruguaio Leodan Gonzalez, com boa atuação, advertiu os bolivianos Céspedes, Zabala, Campos e Carrasco.

PROBLEMAS – O técnico Cesar Farias, venezuelano de 47 anos, está com muitos problemas, inclusive de tempo, para treinar a seleção da Bolívia, formada dias antes do jogo da noite de ontem (9) com o Brasil. Com a morte, em julho, de Cesar Salinas, de 58 anos, que presidia a Federação Boliviana e foi vítima do coronavírus, os clubes opositores decidiram não ceder jogadores importantes à seleção, entre eles o Jorge Wilstermann, de Cochabamba, e o Bolívar, da capital La Paz.

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF, Miguel Schincariol/CBF, Buda Mendes/Pool via Reuters