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O jogo do Atlético Mineiro com o Danúbio, na noite desta terça (5), no estádio Luis Franzini, em Montevidéu, marca a estreia do Brasil na edição histórica de número 60 da Libertadores, maior torneio de clubes da América do Sul. Pela primeira vez, a decisão será em jogo único, dia 23 de novembro, no Estádio Nacional de Santiago, onde o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 1962.

Atlético Mineiro e São Paulo, que estreia amanhã (6) com o Talleres, na cidade argentina de Córdoba, precisam vencer duas etapas da pré-Libertadores para chegaram à fase de grupos. O São Paulo foi quinto e o Atlético ficou em sexto no Campeonato Brasileiro de 2018. Palmeiras, Flamengo, Internacional, Grêmio, Atlético Paranaense e Cruzeiro já estão na fase de grupos.

LIDERANÇA – O futebol argentino lidera o ranking da Libertadores com 25 títulos e é o atual campeão com a conquista de 2018 do River Plate na final com o Boca Juniors, a única da história disputada fora da América do Sul, no estádio Santiago Bernabeu, do Real Madrid. O Independiente, de Buenos Aires, com sete títulos, é o maior campeão da Libertadores. O Boca tem seis.

BRASILEIROS – Os três times brasileiros mais vezes campeões da Libertadores – três vezes – são o Santos (62-63-2011), São Paulo (92-93-2005) e o Grêmio (83-95-2017). Com dois títulos, Cruzeiro (76-97) e Internacional (2006-2010). Entre os 12 que só ganharam uma vez a Libertadores, o Flamengo (81), Vasco (98), Palmeiras (99), Corinthians (2012) e Atlético Mineiro (2013).

RECORDISTA – O meia Tiago Neves, hoje no Cruzeiro, foi o único a marcar três gols em uma final da Libertadores, em 2008, quando era do Fluminense. O tricolor carioca perdeu a decisão, nos pênaltis, diante de mais de 100 mil torcedores, para a Liga Deportiva Universitária (LDU), de Quito, capital do Equador.

ESTREANTES – A única decisão entre times estreantes da Libertadores foi em 1981, quando o Flamengo venceu o Cobreloa, do Chile, no Maracanã, perdeu o segundo jogo em Santiago, e ganhou o terceiro, no estádio Centenário, em Montevidéu. Zico foi o artilheiro da Libertadores e o time era dirigido por Paulo Cesar Carpegiani, que depois de amanhã (7) completa 70 anos.

CENTENÁRIO – Só dois clubes ganharam a Libertadores no ano em que comemoraram 100 anos de fundação: o Vasco, em 1998, e o Olímpia, do Paraguai, em 2002.

MAIOR ARTILHEIRO – O meia-atacante equatoriano Alberto Spencer – 6/12/37 – 3/11/2006 – ainda não foi superado como maior artilheiro da Libertadores. Spencer marcou 54 gols – 48 pelo Peñarol do Uruguai e 6 pelo Barcelona do Equador -, entre 1960 e 1972.

MAIS JOGOS – Nenhum jogador disputou mais jogos na Copa Libertadores que Ever Almeida, goleiro uruguaio, naturalizado paraguaio, hoje aos 70 anos, que defendeu o Olímpia, de Assunção, capital do Paraguai, em 113 jogos, entre 1973 e 1990.

17 GOLS – Daniel Onega, atacante do River Plate, hoje aos 70 anos, foi o maior artilheiro de uma única edição da Libertadores, com 17 gols em 1966, quando o time argentino perdeu (4 x 2, de virada) a decisão com o Peñarol. Considerado um dos maiores da história do clube, Onega marcou 118 gols em 252 jogos pelo River Plate.

MAIOR VENCEDOR – Entre os grandes técnicos da Libertadores, o argentino Carlos Bianchi, que dia 26 de abril vai completar 70 anos, foi o maior vencedor com quatro títulos: em 1994 dirigindo o Velez Sarsfield e em 2000, 2001 e 2003 comandando o Boca Juniors. Ex-atacante, foi artilheiro do campeonato argentino com 36 gols pelo Velez, e do campeonato francês, com 34 pelo Stade de Reims, e 37 pelo Paris Saint Germain.