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Foto: Pedro Martins / Mowa Press

Se foi complicado durante a Copa, agora está ainda pior de ver a seleção brasileira jogar. Para ganhar de uma Argentina em formação, recheada de novatos e que abriu mão de jogadores perto do fim da carreira, o Brasil jogou mal, teve dificuldade e só conseguiu o gol aos 47 do segundo tempo, dentro dos quase sete minutos de acréscimos dados pelo árbitro alemão Felix Brych, que não viu a falta do zagueiro Marquinhos no goleiro Romero, antes da cabeçada do zagueiro Miranda. 

MUDANÇA – A surpresa na escalação não foi nada agradável. Juntos pela primeira vez, Gabriel Jesus – zero à esquerda desde a Copa – e Roberto Firmino, um pouco, mas longe do ideal, tiveram desempenho apagado. Firmino foi mantido até o fim.  Gabriel saiu aos 20 do segundo tempo, substituído por Richarlison, que rendeu mais que os dois. A entrada do apoiador Arthur, único titular que não disputou a Copa, foi boa e deu estabilidade defensiva à seleção, falha no ataque.

UM TEMPO – Brasil e Argentina fizeram jogo de um tempo só, depois de praticamente nada apresentarem no primeiro tempo, especialmente os argentinos, cautelosos em excesso e com apenas três chutes de Lo Celso, Saravia e Dybala na direção do gol. Miranda teve duas chances , em cabeçada aos 14 e em chute aos 27, que o zagueiro Otamendi salvou de cabeça sobre a linha do gol. Na volta do intervalo, as seleções tiveram mais iniciativa, ainda assim, finalizando mal.

GOL ILEGAL – Quando a decisão do Superclásssico das Américas parecia ser nos pênaltis, o gol ilegal do zagueiro Miranda, que joga na Inter de Milão, garantiu a vitória. Depois que Neymar bateu o escanteio da esquerda, o zagueiro Marquinhos, do PSG, deslocou o goleiro e capitão Sergio Romero, e Miranda fez o desvio de cabeça, na pequena área, para marcar o gol do jogo. No final, a comemoração com o capitão Neymar erguendo a taça, em festa com os companheiros.

BRASIL – Alisson, Danilo (Fabinho, aos 8), Marquinhos, Miranda e Filipe Luís; Casemiro, Arthur e Philippe Coutinho; Neymar (cap), Gabriel Jesus (Richarlison, aos 20) e Firmino. Todas as substituições no segundo tempo. Técnico – Tite. ARGENTINA – Romero (cap), Saravia, Pezzella, Otamendi e Tagliafico (Acuña, aos 36); Paredes, Battaglia, Lo Celso (Salvio, aos 28) e Dybala (Lautaro Martinez, aos 13); Correa (Roberto Pereyra, aos 22) e Icardi (Giovanni Simeone, aos 43). Todas as substituições no segundo tempo. Técnico – Lionel Scaloni.

Felix Brych, árbitro

SETE CARTÕES – Felix Brych, 43 anos, advogado em Munique, onde nasceu em 3/8/75, árbitro desde 2004 na Federação

Alemã e da Fifa em 2007, atuou na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, mostrou só um amarelo no primeiro tempo, para o volante Paredes, por falta em Neymar. Os outros seis cartões foram na volta do intervalo: Correa, Lo Celso, Saravia, e Neymar, Fabinho e Miranda. O árbitro observou a parada técnica no meio de campo tempo para reidratação dos jogadores, sob a temperatura de 38 graus no estádio Rei Abdullah, em Jeddah.

Danilo

TORNOZELO – A primeira substituição na seleção brasileira teve que ser feita aos oito minutos do segundo tempo. O lateral-direito Danilo, do Manchester City, campeão inglês, torceu o tornozelo direito e saiu chorando. Fabinho, do PSG, entrou em seu lugar e nada acrescentou. De acordo com a estatística da Fifa, foi o jogo 105 entre as duas seleções, com 41 vitórias do Brasil, 38 da Argentina e 26 empates.

BRASIL x URUGUAI – O próximo amistoso será na sexta-feira, 16 de novembro, no Emirates Stadium – 60.355 lugares -, do Arsenal, em Londres. Quatro dias depois, o Brasil fará outro amistoso, terça (20), provavelmente com a seleção de Camarões, República da costa oeste da África. O Emirates Stadium foi inaugurado em 22 de julho de 2006 com o amistoso em que o Arsenal ganhou (2 x 1, de virada) do Ajax da Holanda.

TRÊS ESTÁTUAS – Em 9 de dezembro de 2011, na festa de seus 125 anos de fundação, o Arsenal inaugurou três estátuas de bronze. Uma, em homenagem ao zagueiro Tony Adams, que atuou de 83 a 2002 – 669 jogos, 48 gols – e foi quatro vezes campeão inglês; outra, a de seu ex-técnico Herbert Chapman – 19/1/1878 – 9/12/2011 -, cinco vezes campeão inglês, e a terceira, a do francês Thierry Henry – um dos maiores jogadores de sua história – 369 jogos, 226 gols -, entre 99 e 2007. Henry foi assistente-técnico da Bélgica na Copa do Mundo 2018 e acaba de assumir como técnico do Mônaco.