O Brasil se classificou em terceiro no Grupo C e jogará com França ou Alemanha, sábado (22), nas oitavas de final da oitava Copa do Mundo de Futebol Feminino, ao vencer (1 x 0) a Itália, que perdeu os 100% de aproveitamento, na noite desta terça (18), diante de 22 mil torcedores, lotação máxima do estádio Hainuat, em Valenciennes, cidade de 50 mil habitantes do norte da França. O gol foi da capitã Marta, de pênalti, aos 34 do segundo tempo, tornando-se recordista mundial em Copas feminina e masculina.

RECORDE – Marta recuperou para o futebol brasileiro o recorde de gols em Copas. Ao converter o pênalti cometido pela zagueira Linari na atacante Debinha, ela chegou aos 17 gols e superou o atacante alemão Miroslav Klose, com 16, que, por sua vez, havia superado Ronaldo Fenômeno, artilheiro da Copa de 2002, que marcou 15 gols. Os16 gols de Klose: 2002 e 2006 (5); 2010 (4) e 2014 (2). Os 15 gols de Ronaldo: 1998 (4); 2002 (8) e 2006 (3). De 94 a 2011, na seleção, Ronaldo fez 67 gols em 105 jogos.

OS 17 GOLS DE MARTA – Nas cinco Copas do Mundo, a capitã da seleção brasileira chegou ao recorde com o gol de pênalti que tirou a invencibilidade da Itália e classificou o Brasil para as oitavas de final. Na Copa de 2003, ela marcou 3 gols; em 2007, 7 gols; em 2011, 4 gols; 2015, 1 gol, e em 2019 – 2 gols. A alagoana de Dois Riachos, município a 245 km da capital Maceió, pode até aumentar o recorde no próximo jogo, sábado (22) com França ou Alemanha.

CONFRONTO DIRETO – A classificação do Grupo C, em que Itália, Austrália e Brasil terminaram com 6 pontos – 2 vitórias e 1 derrota – foi decidida no confronto direto. A Itália ficou com o primeiro lugar por ter ganho (2 x 1) da Austrália, que ficou com o segundo lugar por ter vencido (3 x 2, de virada) o Brasil, que ficou em terceiro pela derrota no confronto direto com a Austrália. Mesmo com a derrota, que lhes tirou os 100% de aproveitamento, as italianas comemoraram muito o primeiro lugar.

BRASIL – Barbara, Letícia (Poliana, 35 do segundo tempo), Monica, Kathelen e Tamires; Thaísa, Ludmila e Andressinha; Debinha, Marta (Luana, 38 do segundo tempo) e Cristiane (Bia Zaneratto, 19 do segundo tempo). Técnico – Oswaldo Alvarez (Vadão). Ao ser substituída, Marta passou a braçadeira de capitã para a zagueira Monica. Andressinha lamentou muito que a falta batida aos seis do segundo tempo, tenha ido ao travessão e saído. Bom dizer: o Brasil se mantém invicto em jogos com a Itália, com a sexta vitória e um empate.

ITÁLIA – Giulani, Guagni, Gama, Linari e Bartoli (Boattin, 25 do segundo tempo); Galli, Manuela Giuliani – a mais jovem da Copa, com 17 anos – e Cernoia; Giacinti (Bergamaschi, 18 do segundo tempo), Girelli (Mauro, 37 do segundo tempo) e Bonansea. A técnica Milena Bertolini fica o jogo inteiro agitada, passando sempre uma orientação para a jogadora mais perto da área técnica. Milena tem muito prestígio no futebol feminino italiano. Graças ao seu trabalho, a seleção voltou à Copa do Mundo depois de TRÊS CARTÕES – O único cartão amarelo do primeiro tempo foi para a lateral Elisa Bartoli por falta muito dura em Debinha, aos 14 minutos. Na volta do intervalo, a lateral brasileira Letícia recebeu amarelo aos 12, por falta em Bonansea, e o último cartão foi nos acréscimos, aos 48, para Kathelen, também por falta em Bonansea, a mais alta atacante italiana (1,82m). Brasil 1 x 0 Itália teve arbitragem da mexicana Lucila Venegas Montes, de 38 anos, a mais baixa – 1,60m – da Copa. É da Fifa desde 2008 e trabalha em Guadalajara, onde nasceu, como diretora de Recursos Humanos da Pemex, a Petrobras do México.

Foto: El País