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Foto: Mowa Press

Não só o adversário, o futebol da seleção brasileira foi de baixo nível, em seu último jogo de 2018, na vitória sobre Camarões (1 x 0), diante de 29.699 torcedores, na noite desta terça (20), no estádio Milton Keynes, na pequena cidade de Milton Keynes, de 190 mil habitantes, 70 km ao sudeste de Londres. Richarlison substituiu Neymar, que saiu com dores na coxa direita, logo aos sete, e fez o gol aos 45, completando de cabeça o escanteio de Willian, sem tempo para nova saída.

MUITO RUIM – O amistoso foi muito ruim e poucas vezes a seleção brasileira apresentou futebol de tão baixa qualidade, sem acerto nos passes e nas finalizações.  Neymar sentiu a coxa logo no primeiro chute e deixou o campo. Atendido, voltou e tornou a levar a mão à virilha, após isolar a bola em chute de fora da área. Antes de ser substituído, passou a braçadeira de capitão para o zagueiro Marquinhos, seu companheiro de time no PSG, campeão francês. Richarlison entrou aos seis minutos.

AS CHANCES – Antes de Richarlison fazer de cabeça o gol do jogo aos 45, o Brasil só teve três chances: Firmino perdeu na frente do goleiro Onana, aos 21, o cruzamento de Willian, na pequena área, e aos 41 cabeceou para fora o cruzamento de Richarlison. Um minuto antes do gol, o meia Allan arriscou de fora da área e errou. No escanteio que Willian bateu da direita aos 45, Richarlison cabeceou à meia altura, à esquerda do goleiro, que saltou mas não chegou na bola.

Foto: Richarlison comemora o único gol do amistoso contra Camarões. ALEX PANTLING GETTY IMAGES

MUDANÇA – A seleção voltou do intervalo sem Firmino, em noite apagada, mas Gabriel Jesus, reserva no Manchester City, campeão inglês, que o substituiu, só teve um bom lance aos sete minutos, ao acertar a trave. Foi sem brilho no restante do jogo, em que o apoiador Arthur, do Barcelona, sem tanto brilho, acertou o travessão aos 22 em chute de fora da área. O outro chute perigoso, do meia Allan, do Napoli, aos 32, foi defendido pelo goleiro Ondoa, que substituiu Onana no intervalo. No último lance, o atacante Zoua acertou de cabeça a trave de Ederson, após cruzamento do lateral Fuchs.

MAIS DUAS – O atacante Douglas Costa, da Juventus, campeã da Itália, substituiu Willian, e o apoiador Walace, do alemão Hannover, também entrou aos 23 do segundo tempo, nas duas últimas mudanças na seleção. O técnico Tite manteve o goleiro e os quatro zagueiros, quando se esperava que Dedé, do Cruzeiro, pudesse ter nova chance, o que talvez ocorra nos dois próximos amistosos, em março, antes da convocação para a Copa América no Brasil, de 14 de junho a 7 de julho. Antes e depois do jogo, os técnicos Tite e Seedorf trocaram demorado e carinhoso abraço.

DE AZUL – Enquanto a seleção de Camarões usou o primeiro uniforme – meia amarela, calção vermelho e camisa verde -, o futebol de segunda categoria da seleção brasileira foi acompanhado pelo uniforme: meia azul, calção branco, camisa azul, ainda que a história nos faça lembrar que em 1958, ano da primeira das cinco Copas conquistadas, o Brasil usou esse uniforme nos 5 x 2 da final com a Suécia, que tinha prioridade, como mandante, de jogar de camisa amarela.

ÚNICO CARTÃO – Do ponto de vista disciplinar, Brasil 1 x 0 Camarões foi tranquilo, tanto que o árbitro inglês Michael Oliver, 33 anos, só mostrou um amarelo para o volante Mandjeck, aos 18 do primeiro tempo, por falta em Paulinho. Ele foi o mais jovem árbitro a apitar no Campeonato Inglês, aos 25 anos, e é da Fifa desde 2012. O jogo mais controverso que dirigiu foi Real Madrid 1 x 3 Juventus, em 2018, na única expulsão do goleiro Gianluigi Buffon, em 20 anos, na Liga dos Campeões.