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Com os 3 x 0 da noite de ontem (9) sobre a até então invicta Argentina, o Brasil confirmou a vaga para os Jogos Olímpicos de Tóquio, onde poderá ser o primeiro a ganhar pela segunda vez consecutiva a medalha de ouro, repetindo o que fez em 2016, no Maracanã, ao vencer a decisão com a Alemanha. O atacante paraibano Mateus Cunha, de 20 anos, com dois últimos gols da noite, terminou como artilheiro do pré-Olímpico com cinco gols.

EXPRESSIVA – Redimindo-se de atuações abaixo da média na maioria dos jogos, a seleção brasileira obteve vitória expressiva na noite de ontem (9), no estádio Alfonso Perez, em Bucaramanga, na região central da Colômbia. Os 2 x 0 do intervalo, com os gols de Paulinho, ex-Vasco, do Bayer Leverkusen, e Mateus Cunha, recém comprado pelo Hertha Berlim, refletiram bem o desempenho seguro, após as mudanças feitas pelo técnico André Jardine.

SEGURANÇA – Depois de falhar feio nos últimos três jogos, a defesa teve sua atuação mais segura, com a entrada de Ricardo Graça, do Vasco, que substituiu Nino, do Fluminense, suspenso. Ao lado de Bruno Fuchs, do Internacional, Ricardo Graça foi sempre firme e ganhou todas as divididas. O lateral-esquerdo Caio Henrique, do Fluminense, foi melhor que Iago, do alemão Augsburg, e Reinier, ex-Flamengo, vendido ao Real Madrid, entrou bem no meio-campo.

BRASIL – Ivan, Guga, Bruno Fuchs, Ricardo Graça e Caio Henrique; Bruno Guimarães, Mateus Henrique e Reinier (Pepê, 20 do segundo tempo); Pedrinho (Bruno Tabata, 33 do segundo tempo), Mateus Cunha (Maycon, 37 do segundo tempo) e Paulinho, a seleção que terminou em segundo no quadrangular final do pré-Olímpico e que irá aos Jogos de 2020, entre 24 de julho e 9 de agosto.

56 ANOS DEPOIS – O Japão promoverá pela segunda vez os Jogos Olímpicos, 56 anos depois do primeiro grande show de organização, que mereceu os aplausos do mundo, em 1964. Pouco antes, eu estava como jornalista da cobertura da Volta ao Mundo do Madureira, primeiro time das Américas a jogar na República Popular da China, com exibições marcantes em Cantão, Pequim e Shangai. José da Gama e seu filho Reinaldo organizaram a viagem.

DOIS BRONZES, TRÊS PRATAS – O futebol brasileiro ganhou as duas primeiras medalhas (de bronze) nos Jogos Olímpicos, em 1996, goleando (3 x 0) Portugal, em Atlanta (EUA), e em 2008, vencendo (3 x 0) a Bélgica, em Pequim. As três medalhas de prata, perdendo as decisões para a França (2 x 0), em 1984, em Los Angeles; em 1988 para a União Soviética, hoje Rússia, (2 x 1), em Seul, na Coreia do Sul, e em 2012 para o México (2 x 1), em Londres.

BASQUETE FEMININO FICA DE FORA

Desde os Jogos de 1992, em Barcelona, a seleção feminina de basquete do Brasil não ficava de fora, como agora em 2020 no Japão, com a eliminação pela derrota (86 x 72) para a Austrália, vice-campeã mundial. Uma campanha muito ruim, como se viu, sobretudo, nas derrotas para a França (89 x 72) e Porto Rico (91 x 89), que pela primeira vez se classificou, no pré-olímpico de Bourges, na região central da França, a 247 km da capital Paris.

BOM TÉCNICO – A seleção brasileira foi eliminada sem vencer adversárias menos credenciadas e não se poderia esperar, no último, que quebrasse a longa série de 18 anos sem ganhar da Austrália, vice-campeã mundial. Tampouco é lícito que se deixe só na conta do técnico José Alves Neto a falta do carimbo no passaporte. Viu-se a qualidade do trabalho do técnico, de 2012 a 2018 no Flamengo, quando ganhou o pentacampeonato carioca, o tetra brasileiro e a Liga das Américas.

Foto: Terceiro Tempo UOL