Comprado do Flamengo por 35 milhões de euros – R$150 milhões, em outubro de 2018 -, o meia Lucas Paquetá, do Milan, é o único brasileiro na seleção das decepções de 2019-2020  da Gazzetta dello Sport. O mais importante jornal esportivo italiano há 124 anos, publicado desde 3 de abril de 1896, incluiu outros três sul-americanos na seleção dos piores.

220 MILHÕES – De acordo com a pesquisa da Gazzetta, os 11 jogadores da seleção das decepções, somados, custaram 220 milhões de euros, o equivalente a quase 1 bilhão e 500 milhões de reais. Lucas Paquetá só entrou em 1 dos 17 jogos do Milan em 2019, quando fez o único gol, e foi titular em 9 dos 19 jogos de 2020 sem gol e sem brilhar em suas atuações.

TRÊS TÉCNICOS – O jornal destaca também que Lucas Paquetá não soube aproveitar as maiores chances, dadas por Gennaro Gattuso, seu primeiro técnico, e acabou preterido por Marco Giampaolo eStefano Pioli. A Gazzetta salienta também que o ex-Flamengo não tem propostas satisfatórias para disputar a temporada 2020-2021 por outro clube europeu.

A SELEÇÃO – Alex Meret, italiano, 23 anos (Napoli), Leonardo Spinazzola, italiano, 27 anos (Roma), Diego Godin, uruguaio, 34 anos (Inter), Denis Vavro, eslovaco, 24 anos (Lazio) e Antonio Barreca, italiano, 25 anos (Genoa); Adrien Rabiot, francês, 25 anos (Juventus), Javier Pastore, argentino, 30 anos (Roma) e Paquetá, 22 anos (Milan); Simone Verdi, italiano, 27 anos (Torino), Alexis Sanchez, chileno, 31 anos (Inter) e Hirving Lozano, mexicano, 24 anos (Napoli).

FUTEBOL SEM VOLTA CONFIRMADA

Embora com o menor registro de casos nas últimas 24 horas, desde 25 de março, quando a pandemia do novo coronavírus teve início, a Itália contabiliza 134.560 recuperados e 32.486 mortes, mas os registros ainda não são suficientes para que o governo confirme a volta do futebol. A Federação havia marcado 17 de junho para o reinício, mas não confirmou.

GIOVANNI MALAGÒ, de 61 anos, ex-jogador de futsal, presidente do Comitê Olímpico da Itália, disse que “as autoridades sanitárias do país decidirão sobre a data certa da volta do futebol e de outros esportes”. Segundo ele, “ainda não é possível deixar de manter o isolamento social” e ressaltou: “O relaxamento pode tornar o recomeço bem pior”.

NOVO ESTÁDIO – Arquirrivais desde sempre, Milan e Internazionale estão unidos em torno da construção de novo estádio. Inaugurado em 19 de setembro de 1926, o lendário San Siro era o maior do mundo com 140 mil lugares, antes do Maracanã, inaugurado em 16 de junho de 1950, com 200 mil. MILAN e Inter pretendem inaugurar em 2023 a Arena Milão, nome a ser confirmado, de vez que San Siro deixou de ter os traços originais e perdeu interesse cultural. A prefeitura de Milão, maior cidade do Norte italiano, já autorizou a demolição.

Foto: DomTotal