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O gaúcho Alisson, de 26 anos, 1,91m, titular da seleção brasileira, sofreu neste domingo (10) o primeiro gol olímpico desde que iniciou em 2003 no Internacional, mas não teve culpa e até tentou evitar, mas foi empurrado pelo zagueiro James Tarkowski, de 26 anos, 1,85m, do Burnley, aos seis minutos, após o escanteio batido pelo volante destro Ashley Westwood, de 28 anos, que acertou o ângulo esquerdo. Os jogadores do Liverpool reclamaram muito, mas o árbitro André Marriner, de 48 anos, ignorou os protestos. Bom dizer: o Campeonato Inglês só adotará o árbitro de video a partir da próxima temporada (2019-2020).

GOLS BRASILEIROS – A virada do Liverpool começou com o primeiro gol de Roberto Firmino, titular da seleção brasileira, após seis jogos afastado em recuperação, aos 19, e nove minutos depois o senegalês Sadio Mané fez 2 x 1 aos 28, com o time do técnico alemão Jurgen Klopp saindo mais aliviado para o intervalo. O segundo gol de Firmino, aos 22, foi com assistência do egipcio Mohamed Salah.

O meia islandês Johann Gudmundsson fez o segundo gol do Burnley aos 45, mas ainda houve tempo para Sadio Mané fazer seu segundo gol e estabelecer o placar final de 4 x 2 para o Liverpool, aos 47, nos acréscimos de quatro minutos. Foi a vigésima segunda vitória do Liverpool, que chegou aos 73 pontos, só um ponto abaixo do líder Manchester City (74). A décima sexta derrota fez o Burnley cair para o décimo sétimo com 30 pontos, só dois acima do rebaixamento.

OS PAIS DO GOL OLÍMPICO – Começou em 1924 a história da expressão gol olímpico, que ganhou muitos pais. Em 2/10/1924, no amistoso Argentina 2 x 1 Uruguai, o atacante argentino Cesáreo Onzari fez um gol olímpico e os argentinos criaram a expressão para ironizar os uruguaios, que em 1924 haviam ganho os oitavos Jogos Olímpicos de Paris. 

GOL OLÍMPICO DO VASCO – Mas, em março de 1928, na inauguração dos refletores do estádio de São Januário, o Vasco venceu (1 x 0) o Wanderers, de Montevidéu, e o gol do atacante Santana foi chamado de gol olímpico porque os uruguaios haviam sido bicampeões olímpicos em 1928, em Amsterdam (Holanda). Um amistoso que entrou para a história do Gigante da Colina, desde a sua fundação em 21 de agosto de 1898.

Dejan Petkovic / contato internet

TRÊS RECORDISTAS – O ex-meia Dejan Petkovic, hoje aos 46 anos, que jogou em oito times brasileiros, durante algum tempo se autointitulou o recordista, depois de fazer nove gols olímpicos. Sua contagem, no entanto, perdeu logo para o italiano Massimo Palanca, autor de 13. Os pesquisadores garantem que o recordista, de fato e de direito, é o turco Sukru Gulesin, que morreu de insuficiência cardíaca, aos 54 anos, em 1977. Ele marcou 228 gols e 32 foram gols olímpicos.

Sukru Gulesin / Alchetron

Sukru Gulesin iniciou a carreira em 1940 no Besiktas e terminou em 1955 no rival Galatasaray, mas teve passagens marcantes nos italianos Palermo e Lazio. Jogador turco mais alto da história (1,99m), ele jamais perdeu pênalti, embora não haja registro de quantos converteu entre os 226 gols que marcou em sua carreira.